<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409</id><updated>2012-02-16T01:37:05.545-08:00</updated><category term='Há um ano atrás'/><category term='Esquecido e sem nome na desarrumação do meu pc'/><category term='m a'/><title type='text'>Qualquer</title><subtitle type='html'>"Sou vil, sou reles, como toda a gente,
Não tenho ideais, mas não os tem ninguém. Como todos não creio no que creio."</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>38</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-9037747512827369315</id><published>2011-10-20T03:24:00.000-07:00</published><updated>2011-10-20T03:39:47.041-07:00</updated><title type='text'>Passageiro Estrangeiro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-J1wVwiCm5qc/Tp_5oDl7pGI/AAAAAAAAAUM/uVtN_Y4MhwA/s1600/Paranoid_Android_by_vhm_alex.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-J1wVwiCm5qc/Tp_5oDl7pGI/AAAAAAAAAUM/uVtN_Y4MhwA/s320/Paranoid_Android_by_vhm_alex.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5665521322809861218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto observo os meus próprios olhos defronte de um espelho, enquanto percorro a musculatura tensa, o esqueleto do rosto, entendo-me bela. Não detecto nem julgo feiura alguma, não me condeno perante as cavidades arroxeadas por baixo dos olhos causadas pelo esgotamento ou diante da testa carregada e entorpecida de resignação, diante das sobrancelhas retorcidas, dos lábios comprimidos e endurecidos, pela resistência  à dor.&lt;br /&gt;Encaro o espelho apavorada, por entender assim a minha aparência: bela. Seria natural sentir tamanha monstruosidade apoderar-se de mim por dentro e igualmente por fora. Seria coerente. Mas não. Sei-me bela na pele e monstro no interior. E isto é por si só o absoluto controverso. A dissociação.&lt;br /&gt;Dou por mim num estado claustrofóbico na esplanada de um café, a matutar: será que mesmo sendo bela por fora, os outros vêem a minha monstruosidade interior? Depois levo as mãos à cara apertando-a, hesitando à tentação de a desfazer batendo-lhe. Apetece-me bater-lhe. Bater-me. &lt;br /&gt;Sento-me na última mesa do café, a do canto ao fundo, afunilo a cabeça entre os ombros, à procura de conforto na gola da gabardine embebida em chuva, contorço os dedos dos pés, à procura de conforto roçando as unhas nérveas no forro interior do sapato pregado à cadeira.&lt;br /&gt;Tento disfarçar, inclinando o pescoço num vaivém de aceno alternando sins e nãos de conveniência, simulando o acompanhamento do palavreado ordenado a que me sujeito a ouvir ou fingir. Uns sins e uns nãos com sintomas afásicos, pois são somente recusas à ambiguidade do talvez, que suscitará curiosidade pelas minhas justificações perante os outros.&lt;br /&gt;Ao abrir a boca vou ouvir uma voz com uma gravidade atonal com que não me familiarizo. Sobressaltada com o passageiro estrangeiro, resguardo os ouvidos na humidade da gabardine e do cabelos ásperos e desordenados. Não me quero ouvir. NÃO ME QUERO OUVIR. Ouvidos surdos, obedeçam-me.  Acontece-me, por vezes, persistindo numa visão sem foco e debitando automaticamente os insultos inconscientes, anulo o sentido auditivo. Ou pelo menos não associo o entrecruzar de timbres humanos a uma conversa que se conjugue no meu seio. Contudo temo a consequências da sequência de barbaridades expelidas. Um deslize, em que o meu inconsciente denuncia as suas severas exactidões em relação aos outros. Estalo a língua desagradada pela dissonância de interesses. Aumento o volume da voz mesmo no final da frase, corrompendo a sua melancolia com uma firmeza inesperada, afinal, preciso de ouvir o que disse para me puder justificar. Penso: o que vão pensar os outros acerca disto? As interjeições abruptas: sim, não, sim, não. Dissertações inconvencionais e sensivelmente insanes. A voz colocada de forma masculinizada que utilizo quando me neutralizo. Todo este perfil irrazoável de quem tenta ser um qualquer, um passageiro estrangeiro, indiferente. Penso: o que vão pensar os outros acerca disto?&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"People are strange, when you're a stranger, faces look ugly, when you're alone..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-9037747512827369315?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/9037747512827369315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=9037747512827369315' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/9037747512827369315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/9037747512827369315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2011/10/passageiro-estrangeiro.html' title='Passageiro Estrangeiro'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-J1wVwiCm5qc/Tp_5oDl7pGI/AAAAAAAAAUM/uVtN_Y4MhwA/s72-c/Paranoid_Android_by_vhm_alex.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-8064160342970173519</id><published>2011-07-29T14:50:00.000-07:00</published><updated>2011-08-08T17:00:55.554-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Esquecido e sem nome na desarrumação do meu pc'/><title type='text'>Mais um daqueles textos vulgares sobre desfragmentação</title><content type='html'>(Nitidamente, uma escrita influênciada pela leitura de Fernando Pessoa, penso que talvez em particular de Bernardo Soares, seu heterónimo.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-JFgSregEWAE/TjMt0_onXPI/AAAAAAAAAUE/gfcwiTTtvqM/s1600/Mulher_a_espera.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 234px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-JFgSregEWAE/TjMt0_onXPI/AAAAAAAAAUE/gfcwiTTtvqM/s320/Mulher_a_espera.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634897947228855538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disperso em fragmentos insólitos... a minha presença é reflexo da minha existência absoluta. Estou no fundo de mim, muito aquém à deriva, nestes mares poluídos de multidões de muitos de mim. Desmultiplicar-me? Mas seria tão saturantemente estático. A monotonia da imobilidade quotidiana, encontro casual com o qualquer no reflexo da vitrine da montra... Já só... Só sou eu agora, acercado de fantasmas de mim, fantasmas apenas, que nenhum de mim é térreo e palpável. Que nenhum de mim é meu, nenhum é marionete pêndulo nos meus dedos, apesar de que a minha invulgaridade derive deste acaso. Dentro da casa de dentro de mim mesmo, não existe espaço para tantos de mim, e o eu-comum ou vulgar, aquele que habita em todos os lugares interiores, na humidade de cada esquina do tecto atravessado, acaba por não ser menos que um anexo, uma marquise, que aloja um sem-abrigo: a minha decadência. O meu único entretenimento intelectual sensual. Esfomeado e arrefecido, esfrega fósforo por fósforo contra uma caixa húmida, leva forçosamente os depreciativos olhares vizinhos ao seu encontro mas os rostos estão já tão gastos... se antes não se prescrutaram, porque o farão agora? É tarde de mais. A lenha esquecida no fim do Inverno que passou, já não chega ao próximo Outono. Não existirá Outono. Seremos sempre vizinhos, conhecidos pelo bom-dia habitual a par do levantar da bóina de fazenda axadrezada na chuva riscada. A alma da lareira nos olhares vizinhos... esse cio incandescente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-8064160342970173519?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/8064160342970173519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=8064160342970173519' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/8064160342970173519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/8064160342970173519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2011/07/mais-um-daqueles-textos-vulgares-sobre.html' title='Mais um daqueles textos vulgares sobre desfragmentação'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-JFgSregEWAE/TjMt0_onXPI/AAAAAAAAAUE/gfcwiTTtvqM/s72-c/Mulher_a_espera.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-3275846682710451900</id><published>2011-07-24T07:04:00.000-07:00</published><updated>2011-07-28T18:12:03.359-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Há um ano atrás'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-g3mLv_ZEdHQ/Tiwr_rTxmAI/AAAAAAAAAT8/5GqZDQpt-VU/s1600/smoking-woman.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 211px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-g3mLv_ZEdHQ/Tiwr_rTxmAI/AAAAAAAAAT8/5GqZDQpt-VU/s320/smoking-woman.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5632925606891067394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrou no meu quarto, não tive percepção. Estava a dormir, num sono denso. Sem sonhos. Não é mais reconfortante do que o terror nocturno. Da incércia absoluta, vagou um surto de lucidez descodifiquei uma voz, um rosto, "alucino novamente, internada numa cegueira intelectual", continuei a dormir sem ter tomado a decisão. Intervalei a catatonia um par de horas mais tarde, com um cansaço mais corcunda do que aquele com que adormeci. Eu nem queria dormir. Recusava o sono. Não como quem sofre de insómnia. Mas pelo assalto da fobia de dormir. Não consegui nada de mim. Elevei a cabeça, desdobrando o pescoço vértebra por vértebra. A cabeça cedeu a uns passos incertos como quem vai cair, pêndula sob o peito onde se demora o pulso inactivo. Articulei o corpo arrítmicamente. Cessei. Abalada pela gravidade, continuei a dormir. Despertei. Era noite. Um fragmento meu desconhecido - como uma peça de puzzle-enigma de vidro que plana - inquiriu-me o dever de reagir. Entretanto entram no quarto, “são nove e meia, Ana”, disse, “deixa ser”, respondeu a minha boca afectada por maneirismos enlouquecidos, com uma voz que nunca ouvi falar, com uma força que não sei por que existe nem de onde vem, de mim não é de certeza, é uma qualquer fractura que reage autónoma, e ainda assim não me poupa o esgotamento. Implodia em censuras contra a minha inércia. Estalei: a imposição da rotina como meio de resguardar da sanidade. Saír da cama. Saír da cama. Talvez cozinhar, estimula, desperta. Não despertou. Nunca engoli nada tão dissaboroso. Comprometi-me a passar da boca pela garganta abaixo para o estômago. Telefonaram-me. Atendi de imediato, “traz-me um masso de tabaco”. Chegou. “Não podias ter mais calma com a porta? E com o telefone? Demorei? Assim tanto?”, tentei, tentei mesmo, empurrei-me, corri a maratona, foi uma pequena victória que chegou para o dia todo. Preciso de dormir. A companhia estimula, desperta. Não despertou. E ele saíu logo a seguir. É Sábado à noite, claro que não vai ficar a observar-me muda e paralisada. Saíu. O que é que fiz nesse espaço de tempo, entre ele -a alucinação- saír e ele -o real- voltar? Não me recordo. Tentei vestir-me. Desisti. Tentei ver televisão, mas só fiz zappings. Desisti. Peguei na guitarra. Meu Deus. A guitarra. Afinal, ele sempre aqui veio de manhã. Afinal não alucinei. Como é que não distingui? Deve julgar que o ignorei, nem resposta lhe dei. Voltou, o outro. O segundo. Voltou. Enfiámo-nos no carro, “o que é?”, perguntou, “nada”, “mas estás bem?”... Chegámos à garagem dele, “estou a pensar em ir ao hospital”, “não preferes ir descansar? Quando acordares já passou”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-3275846682710451900?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/3275846682710451900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=3275846682710451900' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/3275846682710451900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/3275846682710451900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2011/07/entrou-no-meu-quarto-nao-tive-percepcao.html' title=''/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-g3mLv_ZEdHQ/Tiwr_rTxmAI/AAAAAAAAAT8/5GqZDQpt-VU/s72-c/smoking-woman.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-5333554487496457819</id><published>2011-01-24T06:42:00.000-08:00</published><updated>2011-01-27T08:37:51.902-08:00</updated><title type='text'>Carta Nunca Enviada</title><content type='html'>Perdi o direito a ter limites.&lt;br /&gt;Perdi o direito à intimidade. &lt;br /&gt;À privacidade.&lt;br /&gt;Perdi o direito de ser ouvida.&lt;br /&gt;De gritar por socorro.&lt;br /&gt;De chorar. Porque se começar não vou parar.&lt;br /&gt;Se sou insistente: o problema é que perdi a calma. Estou fora de controlo. A solução é o anti-depressivo. Sou instável. Melhor será sedá-la.&lt;br /&gt;Se sou paciente, o problema é que grande parte da dor só pode ser psicológica, porque se estivesse lastimosa, já alguma catástrofe teria irrompido. &lt;br /&gt;Mas a catástrofe é mais interna, não é como uma penosa perna partida.&lt;br /&gt;Se não sei o que tenho eles também não vão saber, não o vão sentir por mim. Se sei do que sofro então de nada sofro: Leio demais. Vejo televisão demais. &lt;br /&gt;O pior inimigo de todos os possíveis: não aquele que nos mata, não aquele que nos proibe a salvação, mas aquele que faz com que recusemos a salvação, mesmo nas nossas mãos. Porque se pegar no medicamento e de repente um médico sofrer uma epifania, e eu já medicada, então o diagnóstico será negativo.&lt;br /&gt;Perdi o direito ao acesso a mim própria. &lt;br /&gt;De tomar decisões por mim própria. Mas também ninguém oferece nada em troca. Tiram-me tudo, e até a modéstia me recusam.&lt;br /&gt;Experimentei a modestia. Experimentei a arrogância. Experimentei suplicar, exigir. Ser sincera. Manipular. Experimentei a lei da força da insistência. Experimentei o regime da inesgotável paciência. Experimentei correr para postos familiares. Para postos novos. Experimentei queixar-me de tudo. Não me queixar. Experimentei recorrer a sítios onde sou bem recebida. Sítios onde me renegam consecutivamente. Será possível que a solução seja sofrer e salvar-me em silêncio? Experimentei reclamar, condenar. Já senti que deveria esperar por uma justiça tardia e bem sucedida. Um pedido de desculpas cara a cara, um voto em tribunal. Já senti que deveria tentar o confronto frontal, disparar brutalmente contra tudo e contra todos. Uma vingança clandestina. Já senti que não queria justiça nenhuma, vingança nenhuma, que só queria aceder a mim fosse por que via fosse. Senti o auge do sofrimento, entregue a mim mesma, e o auge da felicidade, entregue a mim mesma. Senti o auge do sofrimento, entregue a outros, nunca senti o auge da felicidade, entregue a outros. Alguém me diz qual é a f´órmula aplicável à vida real resultante na verdade e no êxito? Não. Ninguém me diz nada. Prostestam contra mim. Sem mim não protestam. Sem mim, esquecem-se de mim. Que se esqueçam de mim, do doloroso só meu, mas que não se esqueçam de mim.&lt;br /&gt;Acordo paralisada, incapaz de reagir. Tenho alucinações auditivas durante a letargia. Pormenorizadamente. Ouço tudo realmente. Baterem à porta do meu quarto, rodarem a maçaneta mal oleada, o trinco estala, a porta guincha, para cá, volta a guinchar, para lá, o trinco estala novamente, com mais força desta vez, os passos caminham até perto da minha cama, silêncio dos passos, larga a mochila no chão, a alça áspera roça no ombro da camisola de lã, escorrega pelo corpo, cai no chão, levemente, o chão é de madeira, ouço um ‘’baque’’, senta-se na minha cama, as molas agridem-me os ouvidos, o colchão estremece, e o meu corpo reage trémulamente, embalado no abanão, pousa-me uma mão sobre o ombro, levemente, agita-me, chama por mim, ouço-o como a um som de fundo, longe, semi-ecoado, aquelas palavras repentem-se na minha cabeça, naquela voz, começa a conversar comigo. ”Será que isto é mesmo real? Ontem não era. Mas ontem também não era tão real. Ontem... era mais um sonho que se emaranhava na realidade, e à hora de almoço já não sabia bem o que tinha acontecido com as pessoas à minha volta. Se tinham ido à farmácia ou não. Se se tinham chateado com o farmacêutico ou não. Depois descubri que não, que não foram a farmácia alguma. Mas pelo menos, ontem, estas pessoas estavam lá. Hoje não. Ele não estava cá. Como os sonhos emaranhados na realidade aconteceram algumas vezes durante esta semana, já conhecia o truque para finalmente ser capaz de reagir. Gritar. Não sei porque mas a minha voz estabelecia a ligação entre os dois mundos, e entre o meu corpo e a minha mente, gritei. Não, ele não estava cá, nuuunca estivera cá. &lt;br /&gt;Voltaram as dores de cabeça. Sinto-me comprimida sobre o pescoço. Dia para dia a pressão aumenta, e trepa-me pela nuca acima. Mas hoje não. OH, não. Não percebo NADA de NADA do que eles estão para ali a conversar. O quê? Podes repetir? Desculpa, não percebi, podes falar mais devagar? AAH, hmm, se concordo? Aaaah, não sei. Não, não tenho nada a dizer. Não tenho ideia nenhuma. Mas o que é que queres dizer com, ‘’recíproco’’? Uso. Sim, uso. Não tenho lido muito... a palavra é-me familiar, mas não estou recordada concisamente do seu significado... Bem, é para estes momentos que ando com um dicionário de sinónimos atrás. Porque raio preciso de um dicionário de bolso para conversar na minha própria língua? EU? Eu, leitora assídua, eu, escritora pontual. Pensando bem, nos últimos anos fui deixando de escrever. É que não me ocorria nada. E nos últimos meses fui deixando de ler. Lembro-me de ler três livros num dia, agora demoro três semanas a ler um. Desmotivei-me. Pensei, sei lá, que estava enfurrejada (enferrujada, digo), e o facto de me sentir meio disléxica... Mas agora não. Agora não sou disléxica. Agora sou completamente afásica. Passo horas sem pronunciar uma palavra. EU? A CONVERSADORA COMPULSIVA? Tenho a linguagem completamente atrofiada. Mas não é só a linguagem, também não crio pensamentos. Quando me sinto melhor, crio pensamentos, lentamente, não numa linha continua e com multi-aberturas, mas penso vá, com fragmentos de ideias dispersas a flutuar no vácuo. Mas mesmo assim, tenho sempre a impressão de que só relembro pensamentos já anteriormente concluídos, e uso sempre frases redundantes, não desenvolvo para além do essencial, e muitas vezes nem chego ao essencial, esqueço-me na introdução. Conversar às vezes funciona, para acelerar, desencravar o vocabulário, outras vezes, fico só com dores de cabeça, sobre os ouvidos, é nestes momentos que fico agarrada a cabeça, com uma mão de cada lado, a repetir ‘’o quê? O QUÊ?”, com um ar sofrido. Não, não estou surda. Não, não me doem os ouvidos. Só não percebi NADA do que disseste no meio desse askdjsiudfheiufhe, e... és tu que estás a falar vagarosamente? Tããão vagarosamente que nem me dás oportunidade de relacionar os factos?, ou sou eu que estou a decifrar sílaba por sílaba e perco o raciocínio? Estás para aí no outro lado do nevoeiro. Ajuda-me! Espera, vou só fumar um cigarro. Eu sei que já fumei ainda agora, mas preciso de outro. Eu sei que é mais barato, mas não consigo enrolar, tem de ser destes. Olha, e se fossemos beber um copo a qualquer lado? Estou muito parada. Olha, esquece, leva-me a casa, estou cheia de dores de cabeça. Não, o ben-u-ron não faz nada. São aquelas dores sobre a nuca, pontadas agudas muito localizadas que se vão alastrando, está bem, está bem, eu tomo. Tomei. Uma hora depois continuava com dores de cabeça e tinha de me manter sentada com a cabeça deitada para trás e fixar um ponto, senão entrava num looping atormentador, como se estivesse no meio de um tornado. Consegui adormecer, o looping acordou-me. Vou levantar-me. Não consigo. Não consigo equilibrar-me, só se caminhar de braços abertos. Vou parar. Dormir outra vez. Acordo. Estou acordada. Toalha amarela. Televisão. Comando. Outro comando. Dvd. Hm, quarto. O meu quarto, a minha cama. Estou acordada. Então porque é que sinto que ainda estou a sonhar? Cabeça desfeita. E vazia. Viro-me para o outro lado e continuo a dormir. Acordo. Cérebro desfeito. PRECISO, de reagir, com ou sem sanidade. Rotina. O que é isto? Não consigo, não consigo parar de chorar. Não estou a pensar em nada  que me deprima. Nem sequer consigo pensar! Não estou a marterizar-me por isso, estou a tentar seguir o ritual para me organizar minimamente, do exterior para o interior. Porque é que não consigo parár de chorar! As lágrimas correm-me pela cara compulsivamente. Estou a começar a guinchar. Preciso de um cigarro. A minha garganta guincha sozinha. Contrai e descontrai sucessivamente e sopra um sopro fininho e agudo. O meu crânio treme de baixo para cima irrequietamente, comprime-se. OOH, não. Isto não. Agulhadas. Sou uma máquina de tricotar. Agora uma frigideira a borbulhar. Ansiedade. Controlar de fora para dentro. Respiração. A minha língua contrai-se. Uma cãimbra na língua. Agora dói por baixo do queixo. Agora no maxilar. Aperta. A dor passa para o osso da cara, entre o olho e o maxilar, a bochecha. Uma dor aguda que me distrai do maxilar. Apalpo. Estico os dedos para o nariz. Sinto pressão no osso do nariz. Que se estende para sobre as sombrancelhas. O maxilar estala muito alto. Agora reproduz um som como se o osso estivesse a esmigalhar-se. Fumo. Fumo. Agora está anestesiado. Solto. Não consigo colocar-lhe a pressão certa. Agora estou a flutuar. Sinto um laço à volta da cabeça, um anel que me comprime, parece que tenho um chapéu. É melhor pôr um chapéu para me esquecer disto. De repente, sinto que tenho uma cabeça de gigante. Estou a flutuar. Acabei o cigarro. Os meus olhos desinflamaram. Mas continuam a arder. Tenho de me levantar. Não posso ficar à beira da janela a fumar cigarro atrás de cigarro enquanto a rotina perde o sentido. Levanto-me. Não me levanto. Atiro-me de joelhos para o chão. É mais fácil assim. Tenho as pernas presas. Muito presas. Os joelhos não desdobram. As pernas pesam chumbo. E tenho dores em pontos muito localizados, sinto sobretudo pressão, como se os nervos fossem repuxados. Ergui-me. Sinto os joelhos comprimidos. Não se desdobram. Chego perto do guarda-vestidos, olho para o espelho. Hesito. Não quero assustar-me, rever-me num rosto que não me é familiar. Arrisco. Continuam umas raizezinhas vermelhas a salientar-se nas órbitas. Hmm... hoje não estava tudo branco quando abri os olhos, a luz da televisão nem se estendeu até mim fragmentadamente. M*rda. Porque é que não fico cega de uma vez, ou paralisada da cintura para baixo, para de me fazerem o raio do TAC? E se for agora para o hospital? Chamo uma ambulância, explico o sucedido... Não. Estou deprimida. Vão dizer-me que estou a somatizar e receitam-me outra vez o raio do cypralex que me provoca alucinações. Não são bem alucinações. Não posso fechar os olhos que sou perseguida por imagens de desenhos animados com formas muito básicas e muito coloridos que se esticam e encolhem muuuito rapidamente, enquanto guincham uma lengalenga de vocábulos agonizantemente ensurdecedores, sorriem, sorriem, a boca sorridente aproxima-se até atingir o grande plano, e afinal são meninos e meninas maléficos com dentes de fera, sorrisos diabólicos. Ou então... Fico trancada, pequenina, vestida com um capuchinho vermelho, atrás de uma janela azulada com um círculo negro no meio, aproximo-me do cristal azul, descubro que é um olho gigante, gigaaaaante, e que tenho as mãos curiosas colocadas na retina. Desisto. Viro-me de costas para o olho. Olho para dentro. Parece uma fábrica. Não. Parece o mecanismo interno de um relógio. Com dezenas de peças muito recortadas, com recortes de diferente encaixe, de diferente tamanho, todas a circularem a ritmos distintos. Mas isto não interessa nada. Porque não iria falar de nada disso numa consulta de urgência. Enviavam-me logo para a secção da psiquiatria, e o meu principal problema não é psiquiátrico. Porque é que não me ouvem quando garanto que se estendem redes mentais a minha volta, que deixo de reduzir a minha existência ao meu corpo e à mesa à sua frente, que as minhas pernas ganham rodas, que as minhas infecções urinárias e vaginais desaparecem, que o meu pescoço descontrai imediatamente, que a dor de cabeça se varre por inteiro e que a depressão se transforma numa tranquilidade que já não me recordo de ser capaz de sentir... quando tomo desparasitante? E siiiim, o meu quisto insignificante alojado no pescoço à tantos anos, reduziu-se para metade do tamanho! A sério! Posso viver com um peso depressivo a vida toda, com as pernas paralisadas, numa cegueira total, fintar as dores e fingir que as alucinações não existem, mas sem pensar e sem falar, NÃO.&lt;br /&gt;A minha mãe entra no quarto. Enquanto discorria a linha de pensamento obsessivamente, arrumava freneticamente tudo o que estava farto de ser arrumado no quarto, mas é que se alguma coisa ficar colocada 3 milimetros fora do sítio a minha única realidade acessivel desmorona-se. Uma vez que já só tenho o meu quarto. Porque as minhas relações pessoais foram sabotadas pelos comentários ofensivos de quem me julga hipocondríaca. Porque sou incapaz de trabalhar ou de estudar. Porque a minha família me deixa a apodrecer no quarto porque não têm dinheiro para eu ter uma consulta de neurologia, porque, pronto, ainda esta semana pagaram a carta ao meu irmão. Como ia a dizer, a minha mãe entra no meu quarto e deixa-me uma carta com as últimas análises com a eosinofilia negativa, o que me descarta da medicina interna. E eu quero lá saber de uma análise negativa. Uma vez que o primeiro exame parasitológico que fiz teve resultado negativo, e o segundo também, mas o terceiro não, e eu já estava (auto-)medicada, só tinha trocado de laboratório - sim, fiz uma análise parasitológica, descubri o meu graaande problema pelo por acaso de ter sido atingida por uma parasitóse sistémica, que toda a gente dizia ser imaginação minha, porque afinal, até os exames resultavam em negativo, e como os médicos me diziam: “atingiu-te os pulmões? Saem-te parasitas pelo nariz? Olha, tens ido à psiquiatria?”, não, não tenho, mas não posso fazer um raio-x ao tórax, uma vez que me sinto tão asfixiada e comprimida em dois pontos tão localizados que desmaio? E passo 40 minutos desactivada?... &lt;br /&gt;Além de que é incrível como estou a anos a ouvir que o meu coração está óptimo, cada vez que vou a urgência com uma pulsação de 120, depois enfiam-me valium pela boca adentro, cujo efeito dura aproximadamente 5 minutos, depois enfiam-me hinderal, cujo efeito dura igual tempo. E mandam-me para casa, porque não podem fazer nada por mim, e porque aquele deve ser o meu ritmo normal, e lá vou eu dormir mais uma noite com um aceleração de 55 batidas acima da minha, e passo a noite a acordar com as mãos dormentes, durmo por intervalos... vivo sonhos descontínuos, mais intensos que a realidade.&lt;br /&gt;FINALMENTE, fiz um ecocardiograma, e de facto, encontrou-se uma deformação cardíaca que provoca ritmos anormais, o que é suposto ser um sintoma do tal problema que estou FARTA de dizer que tenho. &lt;br /&gt;E sim, auto-medico-me e o meu ritmo abranda incrivelmente, e dia para dia volta à sua normalidade, à normalidade que corresponde ao meu nível de tranquilidade e de cansaço.&lt;br /&gt;O regresso exige a renegeneração dos direitos que me elevam a Pessoa. O regresso parece uma promessa inconcretizável. E eu não sei quem culpar, porque nem sei delimitar o ponto da minha negligência e dever do outro. São as deambulações acerca da culpa e do regresso o meu único entretenimento intelectual sensual.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-5333554487496457819?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/5333554487496457819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=5333554487496457819' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/5333554487496457819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/5333554487496457819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2011/01/carta-nunca-enviada.html' title='Carta Nunca Enviada'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-7454938193073699029</id><published>2011-01-15T07:14:00.000-08:00</published><updated>2011-01-24T06:50:39.007-08:00</updated><title type='text'>Um Último</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_m-iQvpfFSMc/S29LfkU_73I/AAAAAAAABlE/UlNdkFuejNs/s1600/Edward++Munch-+O+grito.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 813px; height: 1036px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_m-iQvpfFSMc/S29LfkU_73I/AAAAAAAABlE/UlNdkFuejNs/s1600/Edward++Munch-+O+grito.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Receitaram-me 50mg, fiquei apavorada. Pensei, disse: Quetiapina? Nunca.Não resistiria. Sentir-me-ia, tornar-me-ia, demente. Absolutamente. Mas absolutamente. Sem tirar sílaba, nem por acento. Literalmente demente. Chegou a noite, estava ansiozíssima. E afinal de contas, tinha-me sido receitado. Se venci um anti-depressivo, que me deixa terrífica, mas terrrrífica, maléfica... dissociada, com crises de raiva, ataques de pânico desta vez não aconteceu nada, porque tomei metade da dose receitada, se calhar, provavelmente, isto não sei, digo eu, dissera eu, antes, anteriormente a... onde ia eu? Ah. Pois, sim, claro. Talvez, tomando metade, não me sinta pior, mas melhor... Vejamos... Metade é muuuuito. Vou partir o comprimido em 8 partes. Tentei. Faca. Mal partido. Lixo. Outra faca. Uma faca melhor. Desfeito... Bem, fico com esta trinquinha ridícula. Hmm... Hmmm... HMMM...! Sinto-me... desperta, surpreendentemente. Credo. Sinto-me mais sóbria... As cores estão mais vivas. Tenho estado sempre de luz apagada?! Extraordinário. Que raio estive eu a fazer esta noite, mas que é que eu estava para ali a dizer? Não fez sentido nenhum! Mas absolutamente nenhum! E que aspecto é este? Bem, estou mais bonita do que me parecia hoje de manhã, e hoje de tarde, e nos últimos dias, tempos... na verdade. Credo. Extraordinário. E inadmissível. Será que preciso MESMO de um anti-psicótico? Sofro mesmo de psicose? Já o Abilify me fazia sentir particularmente bem, não propriamente bem, vejamos, isso é impossível, mas pelo menos melhor do que qualquer outro medicamento psiquiátrico até agora prescrito. Será possível...? Todo este sofrimento que eu insisto que não se chama depressão... Que não estou deprimida! Repito, não estou deprimida! Içai as bandeiras da declaraçããããõoo! Não estou deprimida! Isto é outra coisa. Reparai, estou a assumir. Sofro de psicose. Sou psicótica. Bem, para mal dos males, tomo metade do comprimido. Calma, agora estou demasiado lenta... OOOH... uma porta, a movimentar-se, sou eu que estou a movimentá-la, para trás, para a frente, que giro, que metafísico. Oh, não! Que demente que eu saí... Hmm... Metade. Está tomada, e seja o que for... eu vencerei. Se não hoje, amanhã acordarei, pelo menos. E recomeçarei. Com uma dose reduzida, ou sem dose nenhuma... Vamos lá a ver para que raio é isto receitado, mais concretamente, em que perfil de sintomas eu me encaixo... Já entendi. Foi por isto que ela mo receitou. Porque eu disse que quando tomo anti-depressivos me sinto frenética e tenho crises de raiva. E portanto para equilibrar o maldito anti-depressivo... Toma lá com um anti-psicótico. Está certo. Já agora, leiamos também os efeitos secundários, não encontro... efeitos de sobredosagem... AAAH, calma, agora não dá, AAAH, o que é isto?? Ardem-me os neurónios, estou a gritar por dentro, só por dentro, muito alto, muito distante, muito vago e intenso e mesmo que quisesse gritar boca fora não seria capaz! Estou trancada num grito, como no quadro do Munch, um grito estático, calado, imerso em deformações de tinta, AAAAAAAH. Coração trémolo, coração granáda. Mas isto será normal? Sobredosagem. Sobredosagem. Onde ia eu, ia na sobredosagem. AH!, isto é efeito de sobredosagem! E agora?? Diazpam, diazpam por favor, senão desapareço. Aaah... melhor... melhor... burra. Estúpida que nem uma porta. Demente. Absolutamente demente. Agora, sinto-me demente. E estou paranóica. Tudo me é estrangeiro. Mais valia não ter tomado. Folheto informativo: NÃO DEVE SER TOMADO POR IDOSOS POR CAUSAR DEMÊNCIA. O meu cérebro já desmaiou... E agora? Será que volto ao normal? Amanhã só tomo um quarto, e é se tomar, não aguento isto, vou tentar dormir, adormecer a ouvir música, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;That I would be good/ If I got and stayed sick&lt;/span&gt;. Só espero acordar, só espero acordar, só espero acordar. Estou aflita. Ainda estou mais ansiosa, mais irritada, e para rematar, mais demente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa-noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira oitava parte foi uma oitava perfeita, ainda olhei de soslaio para a guitarra,  subitamente apeteceu-me passar-lhe as mãos pelas cordas, mas depois... depois fiquei assim...&lt;br /&gt;Inicialmente até me sentira invulgarmente motivada e estimulada... Mas agora, olho para a guitarra. E não consigo, não consigo, simplesmente não consigo. Não consigo nada de nada. Nada de nada. Só palavras que me furam as pontas dos dedos e saltam para o papel virtual. Que não sei de que fundo vêm para além do fundo do desespero. Mas ainda assim, não consigo parar, parar, parar... Se bem que se estivesse calada, julgo, ocorrer-me-iam mentalmente palavras mais sãs, num discurso mais estilizado, elaborando um conteúdo frásico mais consistente. Porque eu na verdade até estou a ferver num borbulhar de ideias, mas o esforço, duplo, tríplico, pensar, escrever, ansiar, não me permite explora-me mais nem tão pouco ser explícita. Rendo-me. À escrita. E à dose. Preciso fingir-me bela adormecida. Equivocar-me na ilusão do sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu não dava por um cigarro!, por um último grito que atenuasse o sofrimento! Por um grito gritado nas cordas da guitarra que me capturam prejurativamente, condenando-me à culpa de não lhe obedecer, de não obedecer à vontade própria do desespero ou da sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu não dava por um último grito real.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-7454938193073699029?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/7454938193073699029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=7454938193073699029' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/7454938193073699029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/7454938193073699029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2011/01/um-grito-estrangeiro.html' title='Um Último'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_m-iQvpfFSMc/S29LfkU_73I/AAAAAAAABlE/UlNdkFuejNs/s72-c/Edward++Munch-+O+grito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-4345710710949163124</id><published>2010-11-05T10:55:00.000-07:00</published><updated>2010-11-05T11:09:22.859-07:00</updated><title type='text'>O Castigo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TNRIGhp83BI/AAAAAAAAATU/QKjJ8H8Dcn0/s1600/images.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 259px; height: 194px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TNRIGhp83BI/AAAAAAAAATU/QKjJ8H8Dcn0/s320/images.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5536129118895922194" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Estou, sim...?, boa-tarde... &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(hesitante)&lt;/span&gt; Ainda se lembra da Victória?, a filha da... Sim. Essa Victória. Estou a telefonar-lhe do consultório do meu médico de família... Exactamente. Esse mesmo. Ele aconselhou-me a contactá-lo porque... bem, porque... Sim... &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(hesitante)&lt;/span&gt; Concordo. Caso contrário não... Hmm... Seria mais fácil responder à questão invertida, o que é que não aconteceu. O que é que não aconteceu?! Bem... não me matei. Decididamente, não me matei. E não me quero matar. É por isso que preciso da sua ajuda. Porque não me quero matar. &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;No interior do edifício do consultório do Dr. escuta-se a marcha indecisa de Victória que, ora incisiva ora deambulante, se determina por um dos corredores secundários do edifício. Victória era a última utente naquele fim-de-tarde. O Dr. quando chamara pelo seu penúltimo utente aproveitara para penetrar na sala de espera e estender uma mão assertiva a Victória, o que aguçara o seu nervosismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “O que é que ele pensará de mim? Desapareço durante um ano e agora irrompo com um telefonema desesperado? Obsessivo-compulsiva. Obviamente. Ah. Não. Que ele não é daqueles que têm a mania de catalogar as pessoas como se fossem objectos de prateleira. Aliás, nunca saí do seu consultório com um papeleco rabiscado com nomes de venenos...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; – Então até à próxima, meu caro...&lt;br /&gt; – Obrigado Dr., muitíssimo obrigado.&lt;br /&gt; – ...E não se esqueça de se dirigir à minha secretária, para nova marcação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Nisto, um andar frenético emparelhado a muitos retrocessos de marcha, marca presença nítida no silêncio. Por instantes, Victória esqueceu por completo o cheiro a éter que imunda os hospitais, e deixou-se embalar por aquela marcha tão característica, intersectada pelo teclado de computador desigualmente frenético da secretária. O telefone toca. Somente por um milissegundo. A secretária tacteia o rato do computador similarmente ao atendimento do telefone.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Lá que os funcionários públicos são capazes de ganhar mestria no meio do tédio, disso, já não duvido”, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;pensa Victória para si mesma em tom prejurativo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ok, Dr.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Constata prontamente a secretária mantendo uma expressão profissional - a expressão ausente de quem está compenetrado numa ocupação intelectual. Nisto, inclina-se sobre a escrivaninha estendendo atrás um pé calçado com um sapato preto clássico, ao pendurar os dedos na extremidade da escrivaninha, ouvem-se as pérolas arredondadas da pulseira trauctearem na madeira. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sr. Levant? Sr. Levant?, a sua marcação... 9 de Setembro, às 15 horas, está bem para si?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Sr. Levant remexeu nas algibeiras agitadamente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olhe, fazemos assim, leva este cartãozinho, quando chegar ao carro da sua esposa entrega-lho, se houver alguma objecção, ela que telefone. &lt;br /&gt;–Obrigado senhora, muitíssimo obrigado. &lt;br /&gt;- O Dr. pede que da próxima vez a sua esposa o acompanhe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aqui, Victória ainda não tivera oportunidade de percepcionar a barriga grávidíssima da secretária. Victória que já desistira de todas as revistas de carácter científico ao dispor, que já atirára para o caixote dos papéis um masso de tabaco amarrotado, que já condenára todos os cartazes sobre terapia familiar, doação de sangue e grupos de alcoólicos anónimos expostos nas paredes, que já bloqueára e desbloqueára o teclado do seu telemóvel numa repetição hipnótica... começava a colocar em questão o sentido da sua deslocação até ali, a iniciativa do seu telefonema, a  dignidade...  Olhou a secretária com um indisfarçável ar de desespero. Uma mão sobre a testa, as sombrancelhas retorcidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Dr. vai já chamá-la. –&lt;span style="font-style:italic;"&gt; disse a secretária com um sorriso apaziguador. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não poderia nunca supor que o indisfarçável ar de desespero fosse um indício de cobardia suada , e não de uma expectativa optimista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Victória... – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Chamou o Dr., de bata branca desabotoada, que se encontrava no princípio do corredor secundário, na esquina onde se localizava o seu consultório, consultando um dossier de capa grossa “o meu cadástro da loucura”, pensou Victória, “todo o meu sofrimento é reduzido a uma minória de folhas de papel”, não olhou para Victória, virando-se imediatamente para dentro após nomear o seu nome.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Victória levantou-se num impulso nervoso, dirigiu-se até à esquina como que hipnotisada, entrou no consultório de cabeça baixa, comandada pelos passos silenciosos, e  fechou a porta também silenciosamente.Ela própria comparou a sua figura à de uma criança que dirige aos pais na expectativa do castigo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-4345710710949163124?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/4345710710949163124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=4345710710949163124' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/4345710710949163124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/4345710710949163124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2010/11/o-castigo.html' title='O Castigo'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TNRIGhp83BI/AAAAAAAAATU/QKjJ8H8Dcn0/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-3967878258936709048</id><published>2010-10-14T11:13:00.001-07:00</published><updated>2010-10-20T15:24:25.094-07:00</updated><title type='text'>A Paixão pela Verdade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TLdIdzCTDvI/AAAAAAAAATE/Go9_EhzngrA/s1600/vermelho_41_LY267.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 294px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TLdIdzCTDvI/AAAAAAAAATE/Go9_EhzngrA/s320/vermelho_41_LY267.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5527966744373825266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o lugar onde me dói mentir.&lt;br /&gt;O único lugar onde sou inevitavelmente sincera.&lt;br /&gt;Consciência de traição.&lt;br /&gt;Acredito em poucas coisas, acredito na essência do teatro e na essência da amizade. Em resumo, acredito que, só nestes lugares interiores, é possível nascer a generosidade genuína. Só nestes lugares interiores, abdicamos de nós próprios, para que o outro seja maior.&lt;br /&gt;Só a paixão impulsiona o desejo de ser inteiro. Só na casa da paixão sentimos a ira da traição no acto de mentir. O ser múltiplo. O ser uma multiplicidade de fracções. O ser dissociado. Desinteiro. Desintegrado. Em vez de íntegro. Só no rumo da paixão questionamos a integridade das nossas passadas desnudadas. Aniquilando receios determinadamente. &lt;br /&gt;Questionamos a integridade das passadas desnudadas, que calcam a calçada interior, o esqueleto abstracto. O núcleo. O núcleo irascível na luz da mentira. Desolador no olhar do espectador. &lt;br /&gt;O espectador crédulo no incrível actor. Sem lugar de dúvida. A débil e vertiginosa verdade da personagem que sem cobardia se enraíza na espiritualidade, volvendo-se em semente do real. Em realidade. &lt;br /&gt;Nunca um olhar fosco desacreditado em tanto fingimento. Nunca mentir a uma plateia vermelha cheia de gente.&lt;br /&gt;Mentir a uma multidão. O actor responsabiliza-se pelo espectador. Pela realidade que acompanhar a cadeira viajante. E pela viagem seguinte. Porta fora. Não merecemos a dúvida. Não merecemos que duvidem de nós. Não merecemos que duvidem daquilo em que acreditamos. Daquilo que sentimos. Que abdicamos de nós. Para que eles sejam maiores. Eles não merecem que existam frechas no cimento da personagem por onde entre a luz da dúvida. Nós não merecemos viver no trago amargo, que é ser raíz dúbia para eles. Para a multidão. Para cada príncipe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-3967878258936709048?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/3967878258936709048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=3967878258936709048' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/3967878258936709048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/3967878258936709048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2010/10/e-o-lugar-onde-me-doi-mentir.html' title='A Paixão pela Verdade'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TLdIdzCTDvI/AAAAAAAAATE/Go9_EhzngrA/s72-c/vermelho_41_LY267.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-5748844019865069273</id><published>2010-10-04T14:46:00.000-07:00</published><updated>2010-10-07T15:25:48.174-07:00</updated><title type='text'>O Lugar dos Condenados</title><content type='html'>(Isto lembra-me ‘’As pessoas sensíveis” de Sophia de Mello Breyner.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas não mudam. As pessoas não mudam por serem informadas. Por imagens na televisão. Por palavras no jornal. Não. As pessoas não mudam por palavras. Por discussões. Por canções. Não mudam pela música. Não mudam pela arte. Não mudam. Pelo sofrimento. No mundo.  Mudam. Pelo sofrimento. Inteiro. Próprio. Pela dor cá dentro. Nunca pela dor lá fora. &lt;br /&gt;Estou farta de pessoas simpáticas.&lt;br /&gt;Quem é que consegue ser simpático quando carrega o peso de um mundo de sofrimento?&lt;br /&gt;Estou farta de pessoas simpáticas. Pessoas que não sofrem.&lt;br /&gt;As pessoas prestáveis são-no por serem capazes de sofrer. Pelos outros. Porque sofrem. Ou já já sofreram. Conseguem sentir compaixão. Comiseração. &lt;br /&gt;A comiseração é a paixão das pessoas prestáveis.&lt;br /&gt;A comoção é a paixão das pessoas simpáticas.&lt;br /&gt;Digo, imprestáveis. Digo, hipócritas.&lt;br /&gt;Educadas ainda vá que não vá, agora simpáticas...&lt;br /&gt;Mas afinal, haverá lugar no mundo para as pessoas que não sofrem e andam por aí indiferentes ao sofrimento dos outros? A rir-se pateticamente de uma vida medíocre? Sim, porque uma vida sem sofrimento, sem compaixão, é patética. É ininteligivel.Inqualificável. Como é que se ingressa  às paixões, às sublimações sem nunca antes abdicar delas? Recusá-las? Destruí-las?&lt;br /&gt;(O abnegado.)&lt;br /&gt;(Extorqui-las da nossa identidade ao ponto de nos desconfundir-mos de nós mesmos. De desencontrarmos o nosso lugar no mundo. De admitirmos que não há realmente um lugar para os condenados.)&lt;br /&gt;Readmitir a permissão para errar... Isso sim. É severamente abismal.&lt;br /&gt;- Só os ideais em regeneração subsistem. Existem realmente. &lt;br /&gt;Senão o altruísmo, o que vieram aprender ao mundo esses que andam por aí sem sofrimento?&lt;br /&gt;Serão somente egoístas. Amargurados. Insatisfeitos crónicos. Que inventam problemas por não os terem, para se sentirem vivos. &lt;br /&gt;(Ou)Serão somente egoístas. Ignorantes. Sem relacionamentos. Com pessoas reais. Sem relacionamentos. De todo.&lt;br /&gt;E o pior de tudo, é o facto de não os podermos culpar.&lt;br /&gt;O que lhes vamos dizer?&lt;br /&gt;Que o suicídio é didáctico? Quando nós, os sofredores, se realmente assim o somos,  dedicamos grande parte do nosso tempo,(para além de procurar salvar os outros para que não se afundem nunca até ao nosso extremo,) a criar e a repetir para nós próprios argumentos incríveis, mas incríveis mesmo, que conveçam os nossos pés a ceder, a arredarem-se para trás da berma do telhado do prédio? &lt;br /&gt;Vá, agora sem hipérboles. Tenta outra vez. Mais uma vez.&lt;br /&gt;O que ééé que lhes vamos dizer? &lt;br /&gt;Que o sofrimento é didáctico? Quando a nossa fórmula de sobrevivência se reduz aos estratagemas mentais que desconfiguram os códigos da dor?&lt;br /&gt;É este o episódio que se repete sucessivamente nos círculos de amigos.&lt;br /&gt;Isto faz-me lembrar... Porra! Eu e tu que somos sofredores compulsivos a desabafar os desabamentos das pontes interiores de salvamento – ooh, pontes amadas, que extendemos para nos consolarmos de uma mágoa dolorosa num alívio instantâneo (mas que nem isso o é porque advém da argumentação), um alívio que em nada está relacionado, que para nada é solução - dizia, desabafamos sobre um amigo pateta (o tal do género egoísta) que generosamente nos escuta em silêncio, para raramente intervir com uma palmadinha nas mãos e um discurso frio (o único discurso consolador provém de uma voz sensível com um sofrimento maduro). E ao final de um valente par de horas... Cumprimos a nossa obrigação. Retribuímos com aquilo que devemos. Um obrigado. O obrigado inútil.&lt;br /&gt;Batemos com a porta do carro do amigo. E das duas uma, ou suspiramos realmente de alívio, seja pela pressão libertada, seja pela solução conversada, ou no nosso desespero desejamos-lhe que sofra o mesmo. Não é vingança. Não há nada para vingar. É loucura. Por um mínimo de empatia que anule a solidão. Somos regidos pelo egoísmo. Porque não queremos ser os únicos. A sofrer. Porque condenamos raivosamente as pessoas generosas.&lt;br /&gt;É neste ponto que devemos demarcar o limite do sofrimento razoável. Que se distingue o sofrimento útil do inútil. Que se distingue o obrigado útil do inútil.&lt;br /&gt;Mas será muito presunçoso da minha parte admitir que existam, apontar o dedo, chegar ao ponto de condenar, as pessoas que não sofrem? &lt;br /&gt;Não existem soluções. Não existe salvação. Nem para os sofredores compulsivos, nem para os patetas. Ambos habitamos no lugar dos condenados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora? Agora. Por causa disto.&lt;br /&gt;Vou tornar-me numa pessoa amargurada. Egoísta. Irritável. Crítica. Monolítica. Quero saber aquilo que as pessoas pensam. TUDO, aquilo que as pessoas pensam. Aquilo que TODAS as pessoas pensam. Aquilo em que as pessoas tanto pensam. Pormenorizadamente. Que justifiquem as suas atitudes. Que desculpem os seus fracassos. Cada fracasso. E a incrível capacidade de os conjuntar num mesmo indivíduo. A consciência da inevitabilidade do fracasso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um explosivo para o mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-5748844019865069273?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/5748844019865069273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=5748844019865069273' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/5748844019865069273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/5748844019865069273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2010/10/o-lugar-dos-condenados.html' title='O Lugar dos Condenados'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-5177655409416966203</id><published>2010-09-23T17:33:00.000-07:00</published><updated>2010-09-26T10:40:40.181-07:00</updated><title type='text'>Traição: Vingança ou Justiça?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TJvyTED_8iI/AAAAAAAAAS8/b-9mTqMpyu0/s1600/taxi.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 222px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TJvyTED_8iI/AAAAAAAAAS8/b-9mTqMpyu0/s320/taxi.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5520272177594626594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O monólogo deve ser ritmado por ligeiras alternâncias no tom de voz que quase sem propósito demarcam um diálogo ora auto-condenador (activo) ora lamentador (passivo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Constatando num tom justificativo) Sim. Eu sei. Logo eu. Que tenho a mania. Ainda pra mais eu. Que tenho a mania: que sou correcta. Não, não. Nestas circustâncias... Nestas circunstâncias de jogo um para um: EU (pausa) SOU JUSTA. Chamo-lhe justiça! (irónico) Chamemos-lhe justiça. (mudança de tom de voz) Assim me convenço de que de facto a justiça é para os fracos. Para os mais fracos. (mudança de tom de voz) Só o faço porque ele assim o merece. Eu gosto mais dele do que ele de mim. E eu deveria exigir uma maior consideração pelos meus sentimentos, (se tivesse um palmo de dignidade) mas como tenho medo de o asfixiar...  Desisto. (suspiro) Impludo. E depois vingo-me. Dou-lhe umas facadinhas nas costas. Não é vingança é justiça. Ora porra. Eu gosto inteiramente. Eu só sei gostar inteiramente. Não sei“gostar, vá”. Ou gosto, ou não gosto. E ele partilha o gosto por mim e por outra. Portanto, ele é quem tem obrigações quanto a prestar provas, ele é quem deve declarar tréguas amorosas. Eu não. E por isso travo batalhas interiores. Para não escrever palavras idiotas... no tecto do quarto... com batôn... Controlo-me. Para não exigir um beijo de despedida à porta de casa quando os amigos estão de rondo. Controlo-me... Para não partilhar uma merda de um cigarro na esplanada. É que quando exigimos insistidamente e somos renegados consecutivamente... Já não estamos a exigir, já estamos a suplicar. E a sujeitar-nos à suplica novamente. À inferiorização. Por isso guardamos o nosso amor para nós. Só para nós próprios. Eu pelo menos faço-o. (Falei no plural para não me sentir tão ridiculamente só. Tão estúpida) O que só revela que sou fraca. Como sou fraca. No lugar de afirmar o meu amor e correr rumo a todas as fronteiras, torço os dedos dos pés para dentro. Para não me sentir inferiorizada. Resumindo, sou fraca para não parecer fraca. E depois vingo-me. (pausa) Para me sentir vencedora. Para me sentir vencedora, sou ainda mais fraca. (pausa) Reprimo-me. Para dar só o que me dão. Para parecer satisfeita. Para não parecer fraca. Não. Digo: Não! Sou apenas conformista. E depois repreendo-o. Por não saber ser inteiro. Pois coloca em questão a integridade. A integridade... Meu Deus! Quando eu o traio! Eu, que repito orgulhosamente, diariamente, para todos os toma-cafés da praça, a máxima da auto-gestão: RECTIDÃO DE CARÁCTER! Pois, não sou fiel nem a mim mesma.&lt;br /&gt;Vou mas é encasacar o amor e bater o dente para outra banda. Tenho frio. Por dentro. A gabardine não me chega. Preciso de a despir.  E lá acabo eu nua outra vez. SEM CUECAS NEM EGO F*DA-SE!&lt;br /&gt;TÁÁÁXIII...!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TÁÁÁXIII...!&lt;br /&gt;-O costume?&lt;br /&gt;-Sim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-5177655409416966203?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/5177655409416966203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=5177655409416966203' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/5177655409416966203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/5177655409416966203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2010/09/traicao-vinganca-ou-justica.html' title='Traição: Vingança ou Justiça?'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TJvyTED_8iI/AAAAAAAAAS8/b-9mTqMpyu0/s72-c/taxi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-3865299301584808212</id><published>2010-08-13T11:19:00.001-07:00</published><updated>2010-08-20T09:37:27.660-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='m a'/><title type='text'>Um Sofrer Inútil</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGWM95ihP-I/AAAAAAAAARE/uL1PgffliVs/s1600/polls_20051107184847_train_20tracks_20wide_3348_447571_answer_2_xlarge.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGWM95ihP-I/AAAAAAAAARE/uL1PgffliVs/s320/polls_20051107184847_train_20tracks_20wide_3348_447571_answer_2_xlarge.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5504961114575814626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar-te-ei sempre, sofrimento em percurso. Porque sou viciada no percurso. No ritmo. No viver. Renego o suicídio. E quanto mais o anseio. Quanto mais íntima é a minha relação com o suicídio. Quanto mais o venero. Me apaixono. Mais o reprimo. Mais o condeno. Quanto mais me sufoca cada inspiração. O  suspiro que já não alivia. Mais o oprimo. Opressão, opressão! Nesta hora em que já nada me alivia, me descansa. Em que tudo me desfaz. Tudo em mim se desfaz. Em que o único soro possível seria o sono calado. Sem sonhos. Sem pesadelos. Sem espasmos. Sem insónias. Sem pânico. Somente sono. Sem taquicardia. Sem hiperventilação. Sem bichos que me comam por dentro. Intestino. Estômago. Laringe. Pulmões. Coração. Veias. Cérebro e tudo. Comam tudo de uma só vez. De uma só assentada. Não se fiquem pelas entradas. Pelas entranhas. Devorem os nicos e depois os nacos. Mas comam tudo de uma só vez, por favor. Um sono sem saltos espasmados de pulgas dentro dos lençóis, sem pós desaparasitantes intoxicantes, que me ferem as narinas. Que me ferem a pele! Que me arranham os olhos. Que os mordem. Que são como bichos. Que me tragam por dentro e por fora. Um sono sem gritos zunidos de monstros que me querem matar. A minha família monstruosa. A minha família é um monstro inteiro e guloso. A minha família espera que os bichos me comam toda. Deixam-me deitada sobre a cama a apodrecer. E quando calha deixam-me comprimidos:”para te desparasitares”. Depois fecham a porta e deixam-me rodeada dos pós e dos bichos, com dois comprimidos na palma da mão aberta. E eu sou devorada. E assassina e assassinada. Para os bichos, pelos bichos e pelos monstros. Tudo em mim é assassinado. É por isso que me quero matar. Para não ser assassinada. Não aguento o sofrimento longo, lento e moroso. Cheio de pormenores. Não aguento que de vez em quando me sinta bem. Lembra-me de quem era. Não aguento aperceber-me de que estou a ser assassinada por bichos e por monstros. E de que sou incapaz! É demasiado grande para mim. É maior que eu. Muito maior. Muito maior. E ninguém me ajuda. Ninguém me ajuda. Ninguém me ajuda. E pensam que sim. E eu tenho de agradecer. Um obrigado inútil. Tenho alguma dignidade. Mesmo quando está para ser assassinada ou para se suicidar, uma pessoa merece alguma consideração. Quanto mais não seja porque decorre o acto mais cobarde de toda a sua vida. O renegar do sofrimento. - A morte. O suicídio, vá.- Um sofrimento com o qual já não se aprende nada para a próxima experiência: porque já não há próxima.  Um acto tão redentor, que já não sugere que salvemos o outro quando não nos conseguimos salvar a nós próprios. O acto mais nobre, reconhecendo a impotência e assumindo a derrota. O acto mais bem conseguido, sem margem de equívoco. O alcance do objectivo mais esperado na data: o descanso merecido. Não, não, não. Renego-te vida, porque já nem vida és. Sobrevivente esgotado, sobrelotado, anulado. Renego-te morte, porque não mereço tão sereno descanso. Quantos outros sobreviventes sofredores não aguentam em nome da pátria, em nome de uma política, de uma religião, de um filho, de um sonho de vida. Um ideal qualquer que os mantém em pé, com os pés assentes na terra. Acorrentados àquela outrora com o nome de vida. Mas eu não. Eu não tenho ideal algum. Eu apenas repito para mim num cansar incessante “correr, correr, correr, correr,correr”. E quando por brevíssimas fracções de segundo sinto o sangue com mais vida que doença correr-me nas veias, penso que “ainda não comecei”. Como se tivesse uma obrigação para com o mundo que me impedisse de me matar. Para logo a seguir ao pico se seguir a queda tão dura e deslizante, que me faz querer tanto mas tanto matar-me... E pensar que ainda não comecei. Pensar que nunca começarei. Pensar consolada que talvez nunca sequer começasse. Tivesse direito a começar. Oportunidade. A oportunidade agora é outra. Por isso eu renego-a. Nunca me matarei. Nunca me matarei. Não me quero matar. Não quero morrer. Só quero matar-me. Só quero matar isto. E voltar a ser eu. Porque ainda não comecei.&lt;br /&gt;Somos todos heróis.u&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-3865299301584808212?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/3865299301584808212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=3865299301584808212' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/3865299301584808212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/3865299301584808212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2010/08/iiutilidade-do-sofrimento.html' title='Um Sofrer Inútil'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGWM95ihP-I/AAAAAAAAARE/uL1PgffliVs/s72-c/polls_20051107184847_train_20tracks_20wide_3348_447571_answer_2_xlarge.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-7165128274653121674</id><published>2010-08-11T10:31:00.000-07:00</published><updated>2010-08-20T09:36:49.836-07:00</updated><title type='text'>Em Tereza</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGLe6aBiBgI/AAAAAAAAAQo/s8gOeByhgSU/s1600/DSC05912.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGLe6aBiBgI/AAAAAAAAAQo/s8gOeByhgSU/s320/DSC05912.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5504206789599692290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tereza. Tereza era o nome da estação onde entrei no autocarro que me levou a conhecer tantas paragens através do vidro da janela.&lt;br /&gt;Tinha-me esquecido. Esquecido de mim. Do que é ser eu. Aglutinada nos outros, desencontrei-me de mim mesma. &lt;br /&gt;Hoje revi-me em Erica Strange.  Antes, ainda, em Ally McBeal.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Assistir à absorção da pecularidaridade de cada aldeão, que se envolve e esborrata numa gota de chuva grossa suavemente pendurada no vidro da janela do autocarro, dispersando-se, difundindo-se, volvendo-se una numa apertada multidão homogénea. BLÁ, BLÁ, BLÁÁ...! Isto não interessa a ninguém.&lt;br /&gt;Desaparecendo na curva da estrada, vi Ally. &lt;br /&gt;Ally, pelos passeios da frenética Nova York, atingida pelo cotovelo de um estranho, reage ao pedido de desculpas: “ Ei! Espere! Não, não desculpo! Porque me pede desculpas se não se sente na obrigação de o fazer?!”. O cansaço dos formalismos. Os seres humanos desumanizam-se nas mesmas estradas que os humanizam. Esquecem-se. Esquecem-se de si. Esquecem-se dos outros. Esquecem-se que por detrás dos fatos dos advogados estão pessoas. Pessoas iguais a nós. Iguais a nós! E é suposto existir um nós. Um nós extinguido, anulado por todos os formalismos e convencionalismos. Dos pedidos de desculpa sem sentimento por causa dos cafés entornados. De facto, é uma situação que exige um pedido de desculpa. Mas não um pedido de desculpa educado, carregado da obrigação de não parecer um macaco. De justificar as indelicadezas. De se justificar, entrar no carro e prosseguir viagem descansadamente até à empresa, sem um mínimo peso na consciência. Onde por acaso, o desconhecido que cotovelou também trabalha. Mas no qual nunca reparou. Porque quando passa pela portaria, despacha um bom-dia automático sem cruzar o olhar com o porteiro. Carregado da obrigação de não parecer um macaco. Mas todos estes comportamentos mímicos, mecânicos e automáticos, não são mais profundos do que as macaquices. As macaquices que vemos na selva. Na selva televisiva, com o comando na mão. O National Geographic é mais acessível do que o Zoo. Mas as estradas urbanas ainda o são mais. E todas estas tentativas de nos orgulharmos de sermos bípedes, são ferozmente traídas. Um ser humano quando pede desculpa a outro, deve sentir sinceramente, e não gorgolejar. Incrível!, como viciados na justificação, no ego, nos esquecemos dos outros. E assim, nos esquecemos de nós, de quem somos. Enquanto seres individuais e enquanto pássaros do mesmo bando. Como se fossemos gaivotas. Que andam sempre em bando mas são individualistas, arroaceiras. Sobrevivem. É nisto que nos tornamos: sobreviventes. Que para isso se toleram. Que vivem do que é aceitável sem nunca questionar. Uns imunes, outros implosivos. Esquece-mo-nos de sentir e de manifestar a intolerância. Esquecemo-nos de ser seres sensíveis e vivemos da mediocre hipocrisia intelectual. Incrível!, como viciados no verbo, se recebermos um pedido de desculpa sincero através de um sorriso, não reparamos nele (um macaco aperceber-se-ia), continuamos a olhar para baixo e resignamo-nos com o estranho que nos cotovelou e, grosseiramente, se calou. O que vale é que a extensão da nossa memória a longo prazo, cada vez se aproxima mais dos limites da memória a curto prazo. (Não vão estas ofensas marterizar-nos noite adentro. Ou sim, pelo menos já teriamos argumento entusiásta que acompanhasse as nossas caprichosas inónias solitárias.) Pelo menos no que diz respeito a realmente conhecer as pessoas. Conhecer. Tenho-me apercebido de que, em toda a dinâmica social actual, alguns rituais da pré-história permanecem, nomeadamente, o facto de quando realmente pretendemos CONHECER alguém, sentir-nos íntimos e preenchidos, optamos por acasalar. E a partir daqui sentimo-nos entregues e recebidos.  &lt;br /&gt;Ally relembrou-me de que, nem todos os comportamentos mais aceitáveis são os mais correctos. Relembrou-me de que morder os lábios apreensivamente, procurando implodir as intolerâncias – receando parecer-mo-nos com macacos - no lugar de ousar contestar, de arriscar afirmar uma posição, por mais inconvencional que seja, e por mais que nos faça sentir desaprovados e desintegrados, nos torna mais humanos. Porque fomos aparentemente egoístas sem nos importarmos.  Fomos realmente generosos. Portanto que se foda a intelectualidade, o que importa é a paixão. A paixão por sermos o melhor de nós próprios, mesmo na sombra, e pela empatia.&lt;br /&gt;Erica Strange, relembrou-me...&lt;br /&gt;Actualmente, eu revia-me na primeira Erica. Na Erica desistente. A Erica que deixára de procurar o amor. A Erica conformada com a felicidade que provinha de uma ideia fácil, a ideia de que o amor suficiente sempre surgirá, bastando investir no homem que preencha alguns dos requisitos da lista perfeita, ou até mesmo no homem que não preenche requesito nenhum. Porque no investimento construtivo encontramos a solução. Mas não. Não basta a construção. A construção leva-nos a gostar tanto que somos incapazes de fazer mal. Que somos incapazes de traír. De exigir ao outro algo que o faça infeliz, por mais que a nós nos fizesse felizes. Porque o colocamos à frente. Porque somos generosos. Mas a construção não basta para amar. É preciso desejar. E é preciso admirar. Porque amor sem paixão não preluz. Quando admiramos... Quando admiramos... Quando admiramos sentimo-nos pequeninos. Iluminados por uma força maior e inatingível. Julgamos que ele veio do país das luzes para salvar o mundo. Quando desejamos, somos incapazes de ser inteiramente coerentes. Porque metade das palavras são silêncio ou música. Porque nos perdemos no labirinto de cicatrizes que risca as palmas das mãos possessivas. Porque todas as imperfeições são belas. Não Erica, o tal, não é o nenhum. O tal, é o tal. Por isso arruma a tua literatura desistente na gaveta da vida de ontem, e apaixona os teus leitores. Eu também voltei a escrever para o amanhã. E pára de escrever sobre coisas que não te dizem nada só para te sentires um mutante transcendental. Escrever sobre nós próprios... é muito mais estranho e perigoso. É olhar para dentro, assumir e revelar. O teu público agradece-te por o fazeres sentir-se vivo.&lt;br /&gt;Falei de tudo menos de Tereza. O lugar de Tereza é demasiado íntimo, nem a força de todas as minhas fraquezas o conseguiria pronunciar. Mas Tereza está em todas as palavras.&lt;br /&gt;Tereza entrega-se a um homem. Tereza entrega-se a uma mulher. Tereza entrega-se a um cão. À política. Ao país. Ao estrangeiro. À fotografia. À literatura. À dança. À água. Tereza entrega-se. Tereza não esconde, não escapa, não finge.&lt;br /&gt;A insustentável viagem de Tereza recomeça na paragem de cada ser.&lt;br /&gt;Não prometo nunca mais me desencontrar do meu ser. Mas prometo: guardarei sempre o bilhete na algibeira do meu casaco vermelho. Não do autocarro abstrato. Mas de um cinema concreto. Só para o caso de, alguma vez, vir a reencontrar no espelho uma Sabina desacreditada que vai sempre embora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-7165128274653121674?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/7165128274653121674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=7165128274653121674' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/7165128274653121674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/7165128274653121674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2010/08/tereza_11.html' title='Em Tereza'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGLe6aBiBgI/AAAAAAAAAQo/s8gOeByhgSU/s72-c/DSC05912.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-5312196945953996971</id><published>2009-11-04T10:53:00.001-08:00</published><updated>2009-11-04T10:54:52.328-08:00</updated><title type='text'>Perdidos e Achados</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/SvHN1eQKyBI/AAAAAAAAAPk/UFXFdq6iyHg/s1600-h/robot.dfjpg.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 299px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/SvHN1eQKyBI/AAAAAAAAAPk/UFXFdq6iyHg/s320/robot.dfjpg.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400323746731575314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Um homem sem talentos artísticos, sem habilidades científicas, sem dons espirituais nem especiais entendimentos emocionais. Um pobre só. Homem impotente. Que belo fado. Que amargo grato. Homem impotente. Sem asas que o elevem. Dirige-se ao aeroporto mais próximo. Quer-se perto dos pássaros metálicos, diamantes da ciência que inspiram os artistas engenheiros. Um pobre só. Sente-se tão perdido. Dirige-se ao balcão de perdidos e achados. -Alguém me procurou? Alguém me quer achar? Alguém pressentiu a minha leviana ente? -Como se chama? De que fabricante...? - Silêncio quadrado. -Não. Ninguém o reclamou. Na verdade não existe qualquer registo neste mundo da sua ente. -Não existe? -Não, o senhor não existe. -Não existo... -Vou catalogá-lo no dossier dos anónimos e... -Não existo... -...e sempre existe a remota possibilidade de que, quando o sol voltar à órbita, as indústrias reclamem os robôts defeituosos. -Ro... robôts? -Ro-bôts, sim, RooO-bôôôts. Pensando melhor vou reencaminhá-lo para a assistência técnica. -Mas eu não sou lunático! -Não sei se terão encubadoras disponíveis no laboratório subterrâneo... -...acordei esta manhã na ala de reanimação de um hospital psiquiátrico... -talvez no consultório aeronáutico, se bem que a esse só é possível aceder com passaporte ou em caso de síndrome psicótica aguda, ou anomalia genética perturbadora do sistema psíquico... -...mas não sei como... -...é fácil, quer fingir uma despersonalização? -...não me lembro... nem reconheço o espaço... - não, a isso dá-se o nome de desrealização, mas também serve. -...sinto-me amnésico... -Tente não misturar muitos sintomas, o mais provável é que se perca na fraude e depois no lugar de lhe darem um cocktail de victan e serenal, ainda o arrumam na solitária... - Na solitária?! - É... (longa pausa) sabe, tem razão, eu também não concordo com o isolamento. É como o Direito de utilização da porta temporal para viajarem até à guerra nuclear, andam sempre alerta por causa dos AVC's que a contorção do continuum espaço-tempo causa nos animais-humanos e depois ( abana a cabeça de olhos fechados)... e esses não se podem reiniciar se não tiverem o chipe actualizado... mas isso também é problema deles, não se reunem na fábrica mesmo tendo subsídio de tele-transporte... e nós, os hipers, não podemos estar sempre de vigília... Não conte a ninguém. Mas alguns de nós continuam a gostar de sonhar. Mesmo que seja acordados... Não sei porque me estou a exteriorizar consigo senhor... Deixa-me à vontade, tem algo de... animal-humano... -Animal? -(arrastando para si, telequineticamente o microfone flutuante) Cápsula 3.14, autorização de aterragem na pista 24, dentro de 4... 8... 15... 16... 23... 42... (olha apaticamente o senhor perdido) a assistência técnica acaba de aterrar... Subitamente, todos os passageiros vigilantes no círculo de espera, embevecidos em sossegada paciência, descruzam as pernas para as voltarem a cruzar para o lado controverso, simultaneamente viram a página do jornal e sopram uma voz funda: -Novilúnio! - Repito, a assistência técnica acaba de aterrar... -Novilúnio! -Marionete Luaceiro Sem Destino, desactivar. Nisto, a funcionária marionete desdobra-se pelas articulações, pendurando os gastos dedos metálicos, até agora ocultos, nas pontas dos pés, formando uma forma razoavelmente quadrangular. O senhor perdido esbugalha os olhos, estica o pescoço, treme o crânio irrequietamente roça os dedos trémulos repetidamente como um maníaco.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-5312196945953996971?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/5312196945953996971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=5312196945953996971' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/5312196945953996971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/5312196945953996971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2009/11/perdidos-e-achados_04.html' title='Perdidos e Achados'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/SvHN1eQKyBI/AAAAAAAAAPk/UFXFdq6iyHg/s72-c/robot.dfjpg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-1482860350305658661</id><published>2009-11-04T10:21:00.000-08:00</published><updated>2010-09-14T08:10:01.656-07:00</updated><title type='text'>Pontes Amadas</title><content type='html'>Olvidada trovoada:&lt;br /&gt;Grená’guarela de nuvem&lt;br /&gt;Esbatendo o corar d’aurora,&lt;br /&gt;Desabotoando um botão de rosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ânimo melancólico:&lt;br /&gt;Per-fumo espiral&lt;br /&gt;Borda na derme&lt;br /&gt;A bruma de perfume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cidade anatómica:&lt;br /&gt;Em túneis venosos&lt;br /&gt;Em casas de osso&lt;br /&gt;Em janelas bocais&lt;br /&gt;Na planta do pé&lt;br /&gt;Em dobradas pontes: pestanas.&lt;br /&gt;Em dobradas pontes pestanudas...&lt;br /&gt;Em pontes-pestanas...&lt;br /&gt;Em pontes de pestana...&lt;br /&gt;Em pontes pestanudas...&lt;br /&gt;Em dobradiças&lt;br /&gt;Em dobradiças pontes-pestana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-1482860350305658661?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/1482860350305658661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=1482860350305658661' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/1482860350305658661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/1482860350305658661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2009/11/olvidada-trovoada-grenaguarela-de-nuvem.html' title='Pontes Amadas'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-2148054270529789524</id><published>2009-11-03T19:43:00.000-08:00</published><updated>2010-08-13T10:55:06.152-07:00</updated><title type='text'>Psicodrama</title><content type='html'>- Mamã?,  contas-me uma história antes de eu adormecer?... Para eu adormecer?&lt;br /&gt;- De bonecas?&lt;br /&gt;- Não. De meninas reais...&lt;br /&gt;- Era uma vez uma menina...&lt;br /&gt;- Mas é uma boneca?&lt;br /&gt;- Não, não. É real.&lt;br /&gt;A senhora boneca minha mãe de porcelana... A senhora minha mãe, boneca de porcelana... A senhora de porcelana, boneca minha mãe, é neurótica, suicída, alcoólica, masuquista, prostituta. O senhor meu pai, boneco de velhos trapos... O senhor de trapos velhos, boneco meu pai é bipolar, sádico, pedófilo, sociopata, ladrão.&lt;br /&gt;Eu sou um pouco como a boneca Paula, de forte presença, egocêntrica, independente, energética, curiosa, inteligente, pragmática, teimosa, vivaz, perspicaz, dinâmica, sensata.&lt;br /&gt;Um tanto também quanto a boneca Catarina, descontraída, distraída, desajeitada, ingénua, impulsiva, emotiva, alegre.&lt;br /&gt;Um tanto pouco também como a boneca Margarida, apaixonada, contemplativa, bela, amante da beleza e da Natureza, excessiva nos prazeres carnais, pacífica, sensível, atenciosa, delicada, preguiçosa.&lt;br /&gt;Não sou nada como a boneca Raquel, boneca viciosa, gananciosa e vaidosa. Viciada no dinheiro, no luxo e na luxúria. Gulosa. Calculista, mentirosa, traidora. Cínica, hipócrita. Só. Artificialmente bela. Persuasiva. Bem falante e cantante.&lt;br /&gt;Por vezes, salientam-se-me os traços da  boneca Micky, boneca nocturna, soturna, taciturna, melancólica. Boneca traumatizada, depreciativa. Solitária, reservada. Medrosa, fóbica. Refugiada no mundo das letras, História e literatura. Refugiada no afecto dos animais abandonados. Geralmente apática para a humanidade, mas com tendência para se relacionar com pessoas problemáticas. Víbora sexual: calculista e impulsiva. Amante das artes marciais, da velocidade, do oculto e da vida clandestina: crime e drogas.&lt;br /&gt;Raramente me assemelho à boneca Clara, superficial nas relações, fútil nos interesses e habilidades, conversadora, bela e ansiosa por uma vida de manequim.&lt;br /&gt;Vera... Acolhedora, protectora, maternal, atenciosa, caridosa, generosa, habilidosa, aparentemente sensata, mas calculista, observadora, controladora e interesseira.&lt;br /&gt;As minhas bonecas, tão irreais para outrém quanto reais para mim. &lt;br /&gt;Há pessoas assim, suficientemente complexas para que me interesse dissecá-las, de bisturi e tesoura em artimanha.&lt;br /&gt;Outras, vastas de uma simplicidade intrigante, não conseguem contudo deixar-me desinteressada, mas antes iludida com complexidades imaginárias, para que logo me desiluda e constate a dureza de uns rabiscos, desenho de uma personalidade tão vazia, tão sem pó de giz e nem carvão. Só sopro sem dó... nem ré, nem mi.&lt;br /&gt;Boneca. O fantasma agasalho das noites de medo do escuro. Das noites de medo do senhor sonho pesadelo. Das noites de medo de não acordar. &lt;br /&gt;-  Mamã?, dás-me a mão para eu adormecer?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-2148054270529789524?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/2148054270529789524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=2148054270529789524' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/2148054270529789524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/2148054270529789524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2009/11/senhora-boneca-minha-mae-de-porcelana.html' title='Psicodrama'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-9038017153265939711</id><published>2009-10-28T23:41:00.000-07:00</published><updated>2009-10-28T23:49:43.024-07:00</updated><title type='text'>À beira-rio, passeiam-me as madrugadas de Inverno nas insónias nervosas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/Suk6u3kHRnI/AAAAAAAAAMA/43jFSzFVcwI/s1600-h/imagem_chuva_setembro.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; 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 &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; 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Não há paragens nestas viagens. O metro da cidade, vermelho e cinzento, despede-se de mim sem dizer adeus. Perdi-o outra vez. Acenei ao motorista e ele sim, disse-me adeus. Estanquei na berma da linha férrea. Reparei na chuva grossa que apodrecia na madeira molhada. Não sei porquê. Também reparei que tinha os sapatos desapertados. Também não sei porquê. Se calhar, quando vemos a vida fugir-nos num metro, e acenar-nos prazenteira, deixando-nos a sós com um golpe de morte sem fôlego, é tudo isto que podemos ver. Os pormenores insignificantes que significam a memória de um momento de desamparo. Arranhei o forro do bolso sujo, expectante de que os dedos engelhados se anilhassem a um fósforo por ali deixado, um cigarro por ali esquecido.O vícios... relembram o espírito da sua humanidade. Os vícios, os excessos, as paranóias. Pontas de cigarro e sensações de perseguição, sensações de que toda uma multidão cruza olhares propositadamente descruzados logo do nosso! Que terá o meu azedo olhar de vingativo? Que terá a minha boca de tão mordido, que me acuse o nervosismo? Que terá o meu passo-a-passo de tão arritmico, que me denuncie enlouquecido? Que terão as minhas barbas de tão fortivo, que se demorem no pensamento de uma vaga multidão? Que terá o meu engenho de tão cativo, que amedronte o meu psicólogo?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;...Acabo na doca, onde começo o devaneio, voo com as gaivotas que me pousam num cruzeiro. As algas pegajosas cospem o esgoto maré adentro, onde eu me intrometo, páro, espero e abandono. Só. Tão só no nó desta forca apertada, maré interior.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CUsers%5Cjorge%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:officedocumentsettings&gt;   &lt;o:relyonvml/&gt;   &lt;o:allowpng/&gt;  &lt;/o:OfficeDocumentSettings&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;link rel="themeData" href="file:///C:%5CUsers%5Cjorge%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CUsers%5Cjorge%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt; 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Inspirar vertigem, turbulência, frenesi, inconstância!&lt;br /&gt;Odeio profundamente os hábitos, os costumes, a rotina, o raio da engomadeira do Cesário Verde. Ignoro radicalmente as tradições, os convencionalismos, as formalidades. Repugnam-me. Entediam-me! Não é que repele o que me é impróprio, aliás, é a corporização do desconhecido que me personaliza. Experimento. Mas não metamorfoseio para o impróprio.&lt;br /&gt;Sinto que voo, que sou garra do impulso quando rebento de espontaneidade.&lt;br /&gt;E isto é noite em mim. Furacão. Na noite as pessoas são mais elas próprias, despem-se de preconceitos.&lt;br /&gt;Mas o auge não precisa de ser sempre fúria. Grito! Choro! Alarigo! Gargalhadas! Pode ser apenas um sopro de silêncio, um rubro no rosto, um pasmo. E o mergulhar na sensação, o explorar das arestas de um corpo quente e vaporoso.&lt;br /&gt;Até que me canso de beber das escorregadias águas do vício...&lt;br /&gt;Findo o máximo, que rola alucinação e força fora, abarco no silêncio. Dispo-me e despeço-me das roupas de Março, e preparo-me para o frio do dia de hoje, Janeiro.&lt;br /&gt;Madrugada em mim.&lt;br /&gt;A fadiga das palavras, da socialização, da própria oscilação vibrante.&lt;br /&gt;Entra em cena o clímax da perdição em rua choradia… onde fantasmas de sentimentos insistem em assombrar-me, esticando para mim as suas mãos carentes e possessivas, baloiçam inquietantes pelos tectos da alma…&lt;br /&gt;Contra-ataco. Ergo dentro de mim paredes de gelo, feitas de tijolos de indiferença e de cimento anti-sentimentalista. Insensibilidade.&lt;br /&gt;A cortina de neblina matinal, o orvalho de ópio, protegem-me das borboletas nocturnas. Agasalho, ilusão. Os indícios de saudade da noite que sopram levemente na pele… Não deixo que me traiam, que me mordam o pescoço! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sou desatino, oscilação: madrugada plácida e tempestade tumultuosa.&lt;br /&gt;E no fim de tudo isto, acabo só, a mendigar umas medrosas e sujas migalhas de afecto...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-9187729941966396078?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/9187729941966396078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=9187729941966396078' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/9187729941966396078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/9187729941966396078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2007/11/blog-post.html' title='Oscilação'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/R0mvT8Lky0I/AAAAAAAAAHM/uMNyaHpvsg8/s72-c/mendigo2.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-1758035740770192665</id><published>2007-10-20T09:54:00.000-07:00</published><updated>2007-10-20T11:48:51.399-07:00</updated><title type='text'>Contrariedades</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/Rxo0T6fwr7I/AAAAAAAAAG0/r05B7EITRHE/s1600-h/raiva.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123465042811989938" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/Rxo0T6fwr7I/AAAAAAAAAG0/r05B7EITRHE/s320/raiva.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu hoje estou cruel, frenético, exigente; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nem posso tolerar os livros mais bizarros. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Incrível! Já fumei três maços de cigarros &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Consecutivamente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dói-me a cabeça. Abafo uns desesperos mudos: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tanta depravação nos usos, nos costumes! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Amo, insensatamente, os ácidos, os gumes &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E os ângulos agudos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O obstáculo estimula, torna-nos perversos; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora sinto-me eu cheio de raivas frias(...)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que mau humor!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cesário Verde&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;. Sim. Todos temos dia-sim e dia-não. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Inconstância perturbadora. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Num dia desejamos o afecto e no outro amamos o desprezo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Num dia somos felicidade radiante e no outro angústia, fúria, a simplicidade do estúpido mau humor. Ou mesmo a intrigante apatia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E a propósito de nada... As pessoas não têem de fingir sentimentos, dissimular o (não) valor que as outras têem para si. Da mesma forma que não teem de conter/ocultar as vontades: a inocente vontade de querer estar por perto e próximo, a perversa vontade, a vontade que é o sentimento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Espontaneidade! Espelho!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A nossa forma de agir deveria espelhar o sentir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E viva o impulso. "Que se f*da a intelectualidade, que nós queremos é paixão."&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lanço-me impulsivamente, entrego-me toda. Sempre. Todas as vezes. Todos os dias. A toda a gente. Iludo-me. Envolvo-me. Sinto sempre que preciso de todos. E que todos precisam de mim. E quando me fecham uma porta, sinto que se fecharam todas, julgo que não existiu nunca alguma. Afinal, todo este tempo foi uma mentira. Não existe o mundo inteiro de mãos dadas. Nós de mãos dadas... a felicidade... tudo isso não passa de uma sensação efémere. Obrigado por, às vezes, agirem como se se preocupassem realmente. Obrigada por essa ténue mentira perfeita. Contudo, porque continuo eu a acreditar no amor...? E a rotular a espontaneidade e o improviso de "ideais"? Porra! Confusão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-1758035740770192665?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/1758035740770192665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=1758035740770192665' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/1758035740770192665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/1758035740770192665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2007/10/contrariedades.html' title='Contrariedades'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/Rxo0T6fwr7I/AAAAAAAAAG0/r05B7EITRHE/s72-c/raiva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-1339480393078866208</id><published>2007-10-15T10:56:00.001-07:00</published><updated>2007-10-18T10:32:59.320-07:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/RxeYv6fwr6I/AAAAAAAAAGs/Hm7hffkdqM8/s1600-h/coolestpictureillusion1fj1+yerka+jacek.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5122731050080972706" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/RxeYv6fwr6I/AAAAAAAAAGs/Hm7hffkdqM8/s320/coolestpictureillusion1fj1+yerka+jacek.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Yerka Jacek&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esculpo a máscara, que nos meus sonhos é o rosto do amor-perfeito, com o mármore dos teus ossos.&lt;br /&gt;Embalsamaria os nossos corpos, em ligaduras de linho e bálsamo suave, para mumificar o sentimento. E o nosso sarcófago seria caixinha de magia e segredos, pausando na terra dos sonhos.&lt;br /&gt;Agora as asas do tempo já não bateriam mais, não levantariam a poeira que traz a velhice, a exaustão do afecto.&lt;br /&gt;Seriamos almas vagabundas, dançando a cintura nos arcos do amargurado Saturno.&lt;br /&gt;Murmurariamos sopros de fogo, que nos saltariam de boca para boca.&lt;br /&gt;Trajados de nudez e tinta, rebolariamos por uma pauta musical fora. Traçando-lhe oscilações melodiosas, desenhariamos uma ópera romântica que é carta de amor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A falua que perfura o mar de nuvens do meu relutante imaginário, tem um leme, feito das lascas de madeira da tal caixinha de segredos. Essas lascas são como fósforos que acendem ao fogo da minha boca. Onde está o meu homem do leme, aquele que acende cigarros com fósforos e que fuma dos meus segredos?&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-1339480393078866208?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/1339480393078866208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=1339480393078866208' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/1339480393078866208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/1339480393078866208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2007/10/blog-post_15.html' title='...'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/RxeYv6fwr6I/AAAAAAAAAGs/Hm7hffkdqM8/s72-c/coolestpictureillusion1fj1+yerka+jacek.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-99938394166083310</id><published>2007-10-15T09:05:00.000-07:00</published><updated>2007-10-15T10:56:21.507-07:00</updated><title type='text'>Escrita automática</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/RxOj-6fwr2I/AAAAAAAAAGI/QG4aatlFO_Q/s1600-h/joan+mirÃ³+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5121617502500073314" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/RxOj-6fwr2I/AAAAAAAAAGI/QG4aatlFO_Q/s320/joan+mir%C3%B3+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Joan Miró&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E é assim que me sinto. Engaiolada numa envidraçada bola de sabão. Olho o céu em cinza e as nuvens não passam de giz. E as arestas das formas não são mais que um traço a carvão. A cor do dia limita-se à aguarela tingida no papel que tudo é.&lt;br /&gt;Diria que sinto os martelos das teclas agudas de um piano velho a baterem-me dentro do peito, que o canto me possui o corpo e eu lhe dou voz e fôlego para rebentar em fulgor de amor.&lt;br /&gt;Sei de cor o odor do mar, a textura e as fissuras das pedras de outro universo, os mistérios e segredos desse sonho sobre que tu dormitaste em flagrante noite de pura ingenuidade.&lt;br /&gt;Criança e convalescença, é o sabor da autoria desse sangue por ti pisado e por mim derramado. (...) esse éter do segredo embaciado.&lt;br /&gt;Não sou mais que uma laranja sem fronte nem hoste.&lt;br /&gt;Não sou mais que a vela de um barco em fuste.&lt;br /&gt;- Adentro mar agreste sem leste!&lt;br /&gt;Porque ele é marinheiro.&lt;br /&gt;E cavalga comigo numa falua em nuvens de espuma.&lt;br /&gt;Sopra pétalas brancas de lua flauta fora.&lt;br /&gt;E reinamos num castelo de areia, rodeado de rosas de espuma, onde sou princesa de violeta em veludo.&lt;br /&gt;Somos piratas clandestinos de pesadelos e agonias!&lt;br /&gt;Duendes azuis cintilantes cobrem-nos de chuva doirada e pirilampos invisíveis!&lt;br /&gt;E aqui estamos nós dois no mundo do cubo transparente. Onde o tempo é passado, presente e futuro a tempo inteiro.&lt;br /&gt;E deixas cair migalhas de ouro, para que o sonhador do outro mundo nos encontre, enquanto persegue borboletas e inexistências com a rede que não trás ao ombro dia sim, dia não.&lt;br /&gt;Porque a paz, é fenda ténue, é o fio de seda roxa que não te laça a mim. E isto para mim é ferida e é sangue, é dor e é lamento, é peso, agonia, cardume de incertezas que flúem neste oceano que é o sentimento.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Escuto sinais do canto Flausino que me sonhas… leio retratos de memorias que não aconteceram.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Fogueiras de recordações de onde saltam sorrisos e brinquedos. A depressão e angústia do abandono e (...).”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sou farrapo de teatro, que bailo numa caixa de música, encantada por sopranos de violinos.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-99938394166083310?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/99938394166083310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=99938394166083310' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/99938394166083310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/99938394166083310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2007/10/absurdo-escrita-automtica.html' title='Escrita automática'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/RxOj-6fwr2I/AAAAAAAAAGI/QG4aatlFO_Q/s72-c/joan+mir%C3%B3+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-8372874484555412869</id><published>2007-10-14T12:06:00.000-07:00</published><updated>2007-10-15T06:28:52.458-07:00</updated><title type='text'>Publicidade Comercial</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-139b169056d8e281" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v10.nonxt6.googlevideo.com/videoplayback?id%3D139b169056d8e281%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331561665%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D3AE968E1ADAFC72F05E0A05858C0A8F0B115096F.B06BF2DB7C6974E64EEA7E180D5ED8519A4058C%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D139b169056d8e281%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D2pdvfi9Mes-b1QtePttObjQO45k&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v10.nonxt6.googlevideo.com/videoplayback?id%3D139b169056d8e281%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331561665%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D3AE968E1ADAFC72F05E0A05858C0A8F0B115096F.B06BF2DB7C6974E64EEA7E180D5ED8519A4058C%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D139b169056d8e281%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D2pdvfi9Mes-b1QtePttObjQO45k&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;objecto publicitado: perfume "Amor-amor"&lt;/p&gt;&lt;p&gt;banda sonora: "Pretty Woman", Elvis Presley&lt;/p&gt;&lt;p&gt;interpretes: Nu e Nuno Miguel&lt;/p&gt;&lt;p&gt;câmara: Inês Luís&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Técnico: Oleskiy Borsenko&lt;/p&gt;&lt;p&gt;( xD )&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Cenário preto e branco e Música antiga -&gt; passado + Slogan e logotipo colorido -&gt; presente = o produto está sempre na moda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. os intérpretes são jovens, e de ambos os sexos, sendo o produto juvenil e unissexo.&lt;br /&gt;. a sensação de tranquilidade que a natureza transmite, contrasta com o transtorno dramatizado pelos intérpretes, mas no final, os intérpretes estão felizes, em harmonia com a natureza, então, o produto é a solução para todos os problemas. Comprovamos que o seu aroma é fatal no momento em que os olhares das personagens frustradas se encontram.&lt;br /&gt;. slogan: “Amor-amor, aroma sedutor,&lt;br /&gt;paixão em furor.&lt;br /&gt;As palavras-chave estão destacadas, assim sobressaímos a ideia de que o perfume Amor-amor tem para oferecer o poder da sedução e o furor. Além disto, a rima e o jogo de palavras entre “amor” e “aroma” atribui-lhe uma maior ênfase, ficando no ouvido.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Trabalho realizado no âmbito da disciplina de Português.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-8372874484555412869?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=139b169056d8e281&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/8372874484555412869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=8372874484555412869' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/8372874484555412869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/8372874484555412869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2007/10/publicidade-comercial.html' title='Publicidade Comercial'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-913001112958491085</id><published>2007-10-10T12:56:00.000-07:00</published><updated>2007-10-10T12:58:23.392-07:00</updated><title type='text'>Filosofia, Ciência, Lógica</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/Rw0u2Kfwr1I/AAAAAAAAAGA/bFfQ5kU3fg4/s1600-h/lampada+ideia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5119799859455504210" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/Rw0u2Kfwr1I/AAAAAAAAAGA/bFfQ5kU3fg4/s320/lampada+ideia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;-Através das matérias complexas como a Filosofia e a Ciência, o Homem pretende alcançar a verdade universal. Para que tal objectivo se concretize, precisa de usar a ferramenta essencial: a Lógica.&lt;br /&gt;Comprovemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para chegar à verdade universal, o Homem enquanto filósofo, filósofa, isto é, pensa, mais concretamente, usa uma diversidade de faculdades – raciocinar, avaliar, criticar, comprometer, abstrair de crenças, de preconceitos, de probabilidades, da própria imaginação, das suas estruturas subjectivas (o que implica que tantas vezes se autodestrua, reconstruindo-se seguidamente com novas ideias) – para que consiga traduzir uma determinada realidade, no mundo das ideias, e, evidentemente, transcreve-la para o exterior, pois como sabemos o pensamento é absolutamente indissociável do discurso.&lt;br /&gt;Além do mais, o Homem deve discursar. O que quero dizer é que, vivendo o Homem inteiramente dependente do outro – e depende também das instituições – tem obrigação de contribuir para a sua felicidade, e uma forma de o fazer é respeitando-o. Tal respeito é demonstrado (por exemplo e com grande importância) através da transmissão dos seus conhecimentos, isto é, tanto simplesmente partilhando as nossas conclusões, como revelando a nossa insatisfação face às suas perspectivas, que tantas vezes achamos não se ajustarem à realidade. Desta forma, contribuímos para o crescimento e desenvolvimento da sua pessoa – e quando digo “pessoa”, refiro-me, humanistamente, ao sujeito que é livre, participativo, activo e espontâneo, e refiro-me, filosoficamente, ao sujeito que age de forma livre e voluntária – conduzindo-o ao caminho para a felicidade.&lt;br /&gt;Esta atitude cooperativa, não é se não, um passo adiante para o sucesso do grande desafio e conflito da humanidade: a comunidade das antagónicas culturas, a união global.&lt;br /&gt;É também de focar, que, ainda que o Homem exija de si o ciclo da constante aprendizagem, não poderá nunca alcançar o conhecimento máximo, por este ser infinito - o que nos leva ao redimir perante as informações disponíveis - e por termos de nos limitar às nossas estruturas subjectivas e cognitivas.&lt;br /&gt;Falava eu do lado benéfico do diálogo, mas precisamos também de atentar para o seu lado prejudicial. Passo a explicar, no nosso dia-a-dia, somos constantemente “bombardeados” com informação que, certas vezes, não corresponde à realidade, e contudo aparece inserida num discurso válido – isto é, num discurso aceitável por ser lógico – a mentira, e também a ilusão. Temos o bom exemplo da publicidade politica – que retrata uma atitude politica que contradiz o seu próprio principio, pois o seu objectivo seria supostamente a organização, a união, e não o desequilíbrio alimentado pelos privilégios governativos. Ora, esta mentira/ ilusão, é capaz não só de nos influenciar, como também de manipular, pois o emissor da mensagem domina a persuasão. A persuasão define-se como o poder do convencimento, a capacidade de discursar validamente, através do emprego do argumento, que por sua vez se define como a materialização do raciocínio, que tem como base a premissa, e é esta que nos induz para uma nova proposição, isto é, a conclusão.&lt;br /&gt;E é precisamente isto que a persuasão na filosofia pretende, induzir a condução de certas observações particulares para enunciados universais, neste caso então, a sua intenção não é benéfica maliciosamente.&lt;br /&gt;Mas, apartando-nos deste último ponto, focando a questão da mentira e ilusão, temos factuado que a linguagem é ambígua, equivoca. E não só quando se trata de persuadir, mas também porque o dialecto comum não é rigoroso (no entanto temos vindo a desenvolve-lo de época para época).&lt;br /&gt;Dito isto, concordamos que devemos censurar Aristóteles, quando este creu que o conjunto de sinais ou símbolos a que atribuímos o nome de discurso, se assemelhava às ideias, a matéria-prima do pensar.&lt;br /&gt;Congeminando agora acerca da atitude do Homem enquanto cientista, buscando a verdade universal.&lt;br /&gt;Diz-nos Karl Popper que, é sempre possível discutir os pressupostos da Ciência nos quadros da racionalidade. Enquanto que na filosofia falamos de indução – o raciocínio que tira uma conclusão a partir de afirmações de factos observados, ampliando os nossos conhecimentos ( e eu chamar-lhe ia persuasão) – na Ciência falamos de conjectura - o que Popper que dizer é que, uma teoria é tanto mais forte em termos científicos quanto maior for a sua capacidade de resistir às tentativas de a falsificar.&lt;br /&gt;Tal como vemos acontecer na complexidade Filosófica, diz-nos Thomas Kuhn que a Ciência de desenvolve dentro dos limites institucionais, sociais e cognitivos que são impostos ao cientista, pela comunidade cientifica em que trabalha.&lt;br /&gt;Relacionando estas ideias, podemos dizer que o Mundo que nos rodeia é o laboratório do filósofo.&lt;br /&gt;Concluindo, para que no nosso quotidiano sejamos capazes de distinguir a mentira da verdade, para que o sentido da nossa vida não se cinja a uma realidade ilusória, para que alcancemos a verdade universal da Filosofia e da Ciência, precisamos da Lógica.&lt;br /&gt;A Lógica, define-se como a Ciência que estuda o próprio pensamento e, em simultâneo, é o seu essencial instrumento.&lt;br /&gt;Não esquecendo que o pensamento é indissociável do discurso, podemos dizer que a lógica funciona como a matemática do pensamento e a gramática da verbalização, e ainda, compreendemos que assim como devemos pensar de uma forma lógico-formal – conjunto de métodos e regras do pensamento – devemos também discursar de forma rigorosa, coerente, clara (quanto à significância), fundamentada e consistente.Empregando a Lógica, desenvolvemos a técnica que nos permite avaliar correctamente tanto os nossos próprios argumentos como os argumentos dos outros, por muito complexos que eles se aparentem, demonstraremos a razão das nossas opiniões, pois saberemos fundamentá-las e aumentaremos a velocidade e eficácia do raciocínio, e ainda, seremos capazes de “Criticar as falhas inevitáveis dos raciocínios dos sábios ou dos outros seres humanos, falhas imputáveis seja à distracção, seja à fadiga ou à paixão, seja à subtileza do raciocínio que ultrapassa as capacidades intelectuais do individuo.” Maurice Gex&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;trabalho elaborado no âmbito da disciplina de filosofia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-913001112958491085?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/913001112958491085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=913001112958491085' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/913001112958491085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/913001112958491085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2007/10/filosofia-cincia-lgica.html' title='Filosofia, Ciência, Lógica'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/Rw0u2Kfwr1I/AAAAAAAAAGA/bFfQ5kU3fg4/s72-c/lampada+ideia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-2859399073980100463</id><published>2007-10-07T11:27:00.000-07:00</published><updated>2010-09-14T10:25:01.878-07:00</updated><title type='text'>Sinais</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/Rwkmlqfwr0I/AAAAAAAAAF4/FmpLsNH6qac/s1600-h/porto.jpg"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5118664879987797826" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/Rwkmlqfwr0I/AAAAAAAAAF4/FmpLsNH6qac/s320/porto.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As luzes dançam nas águas profundas do rio.&lt;br /&gt;E nós… nós somos “todo corpo”. Somos suor e lágrimas de arrepios. Saudade do próprio instante. Representamos o querer e declamamo-lo desenfreadamente.&lt;br /&gt;Pintamos perfume de paixão, e somos canção de amor que agasalha os inocentes. Canção de fervor.&lt;br /&gt;E as palavras libertam-se para retratar as agitações: o frenesi, o abalo.&lt;br /&gt;Uma viagem à beleza do inconsciente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(E tu és bárbaro porque me ignoras e voltas.)&lt;br /&gt;Decoramos cada feição do instante e todo o constante é tão fugaz!&lt;br /&gt;Calor das mãos com que travas jornadas pelo meu corpo fora. E eu solto mais suor e lágrimas de arrepios.&lt;br /&gt;A única constância dos nossos passeios, dançados pela calçada da noite, é a loucura: o irracional e o excessivo.&lt;br /&gt;Por isso todos os momentos são o infinito efémero. Porque saboreamos a cor de cada pedaço de tempo e decoramos cada face um do outro.&lt;br /&gt;E no fim do encontro travamos guerras contra as vontades. Porque quando o encontro acaba, a cidade à volta ruína. Mas nós preferimos assim. Beber do silêncio, alcançar a máxima amargura: o desejar rasgar a pele, que sente suave afogo que já não toma.&lt;br /&gt;Preferimos a distância do perfume do corpo um do outro. Fingir uma fúria de cansaço. Para que o fogo não se extinga nunca. Para que tudo seja sempre tão deslumbrante como no primeiro encontro. Para que a magia do primeiro olhar perdure sempre e sempre aspire labaredas azuis.&lt;br /&gt;E eu não consisto em nada mais que tudo isto. Consisto em ti. Consisto na empatia e na intimidade. Consisto no sentimento que somos.&lt;br /&gt;O dia madruga.&lt;br /&gt;Quarto minguante, nosso berço, já não está.&lt;br /&gt;Fumo um cigarro pensativo e sopro nuvens de ânsia e desafogo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ficam os sinais: os vestígios que marcam o sentido de noite, e os da tua pele. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-2859399073980100463?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/2859399073980100463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=2859399073980100463' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/2859399073980100463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/2859399073980100463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2007/10/sinais.html' title='Sinais'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/Rwkmlqfwr0I/AAAAAAAAAF4/FmpLsNH6qac/s72-c/porto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-1468327097491677452</id><published>2007-10-06T16:49:00.000-07:00</published><updated>2007-10-06T16:54:54.783-07:00</updated><title type='text'>The Barn - Paula Rego</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/RwgfO6fwrzI/AAAAAAAAAFw/VZ9H5A_EE3k/s1600-h/the+barn2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5118375317587668786" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/RwgfO6fwrzI/AAAAAAAAAFw/VZ9H5A_EE3k/s320/the+barn2.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A minha interpretação da pintura foca-se essencialmente na história das personagens centrais, lendo o restante como objecto de apoio/ alimento ao conflito principal.&lt;br /&gt;Segundo a minha perspectiva, o sujeito artístico pretendia levar o leitor da ilustração à reflexão acerca da busca pelo conhecimento e da sexualidade/maternidade.&lt;br /&gt;A protagonista é a menina do vestido branco, cujo objectivo era o alcance do conhecimento verdadeiro, um momento de epifania, a revelação total, a essência, o auto conhecimento, o amor-próprio.&lt;br /&gt;Tal ideia fora-me sugerida pela presença do girassol e do narciso; passo a explicar, o girassol segue o sol, e o sol remete-me para a simbologia de “Iluminação/conhecimento”, enquanto que o narciso me imediata para a ideia do amor egocêntrico.&lt;br /&gt;A menina do vestido branco, convicta do misticismo oriental, guiou-se pelas ideias esotéricas para alcançar o seu objectivo, movida pela iniciativa que o martelo sugere; o martelo, que representa o operariado urbano, sugere força, que sensacionalmente me inclina para a ideia de iniciativa.&lt;br /&gt;Como sabemos, “O Kamasutra” é uma obra oriental, que além de ser um guia que nos conduz ao prazer, visa acima disso, elevar ao Homem espiritualmente.&lt;br /&gt;Partindo deste princípio, a menina do vestido branco quis provar a “melancia” (sexualidade). Acreditava que desta forma subiria as escadas da ascensão alcançando o infinito céu e o sol, isto é, o infinito conhecimento.&lt;br /&gt;O pequeníssimo Capuchinho Vermelho é mais uma das figuras que me serviu de argumento para fundamentar esta ficção.&lt;br /&gt;Segundo o psicanalista Bruno Betellheinem, a história do CV traduz um episódio pelo qual todas as adolescentes passam: a ditadura do Princípio da Realidade versus o Princípio do Prazer.&lt;br /&gt;As personagens intervenientes na teoria do Principio da Realidade são os pais das adolescentes, que na história do CV equivalem à sua mãe e avó. Exigindo a CV que siga pelo caminho mais seguro, representam a questão do zelar da virgindade das adolescentes por parte das suas famílias. Na teoria do Principio do Prazer, o prazer sexual é representado pela floresta e todos os seus encantos e o representante masculino que induz as adolescentes à vida sexual é o Lobo Mau.&lt;br /&gt;Continuando a reflectir acerca dos objectos circundantes da acção principal, atentemos para os morcegos. Os morcegos funcionam como o representante antagónico do girassol, na ilustração parecem querer cobrir o céu e o sol, figurando os religiosos que, na antiguidade, proibiam o povo de chegar aos livros da igreja, ao conhecimento.&lt;br /&gt;Desta forma, desempenham o papel de entrave na busca da menina do vestido branco. Tal como as meninas que a agridem. Passo a explicar, atentemos para o vestuário dessas meninas, uma delas traja um vestido com rosas, que eram, na Idade Média, atribuídas às virgens (e a Virgem Maria especialmente), assim podemos compreender que esta menina fosse cristã, e agredisse a menina do vestido branco, para a castigar por pecar: pecar, atrevendo-se a chegar ao conhecimento, e pecar o pecado carnal. Quanto à outra menina, reparemos que usa um vestuário simples e banal, talvez surja na ilustração apenas para se acrescentar à outra, representando uma maioria religiosa.&lt;br /&gt;Em relação à vaca, esta consegue funcionar tanto como alimento para a questão do conhecimento como para a questão da sexualidade/maternidade.&lt;br /&gt;Horus, que é um representante egípcio do conhecimento abstracto e concreto, era alimentado por uma deusa vaca. O rato, que mama da teta da vaca, é para os hindus um representante da sabedoria. Conclusão, temos a sabedoria a alimentar-se daquilo que a vaca representa. Filosoficamente, a sabedoria alimenta-se da curiosidade. Podemos então associar a vaca à curiosidade.&lt;br /&gt;Lançando-lhe uma segunda visão, no hinduísmo é atribuído à vaca o título de “grande criadora mãe do mundo”.&lt;br /&gt;Desta forma, a vaca tem um pouco da mesma função representativa da galinha, que é distinta pela protecção maternal dos seus ovos. E falando de ovos, na cultura egípcia temos uma maioria que acredita que o Deus Sol, pai do universo nasceu de uma flor de lótus, mas há também aqueles que acreditam que tenha nascido de um ovo.&lt;br /&gt;Teria então, a menina do vestido branco, simplesmente assaltado o estaleiro, à procura do ovo que continha o grande mestre dos segredos do universo? Para que assim, chegasse ao tão ansiado conhecimento?&lt;br /&gt;Além disto, “ovo e galinha” remete-nos de imediato para a questão: “ Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?”, assim temos mais alimento para fundamentar a minha interpretação geral.&lt;br /&gt;Perto da estante das galinhas está uma senhora, de costas voltadas, a servir-se dos ovos, ignorando o conflito entre as meninas. Compreendo daqui, que a senhora represente a parte da sociedade que é indiferente à disputa religiosa.&lt;br /&gt;Voltando-nos agora para a palha, em certas zonas de África e também no Brasil, existem crentes em orixás, umas divindades inferiores a Deus, e essa sua crença compreende também a atribuição do significado “ascensão e imortalidade da alma” a um género especifico de palha.&lt;br /&gt;Esta ideia inspira-me a conclusão da história da menina do vestido branco, fora agredida até à morte - o próprio facto de estar sobre um manto escuro soa-me a “aqui jaz” (negrume – funerais), e desta vez trajada de rosa claro, a cor do quartzo que transmite amor-próprio, a sua alma ergueu-se do corpo rumo ao céu e ao sol. A menina alcançou o seu ambicioso objectivo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-1468327097491677452?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/1468327097491677452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=1468327097491677452' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/1468327097491677452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/1468327097491677452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2007/10/barn-paula-rego.html' title='The Barn - Paula Rego'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/RwgfO6fwrzI/AAAAAAAAAFw/VZ9H5A_EE3k/s72-c/the+barn2.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-2915231777114039976</id><published>2007-09-06T19:05:00.000-07:00</published><updated>2007-10-06T15:41:51.140-07:00</updated><title type='text'>NEW AGE! - rev. aquariana</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/RuCz1xCs7BI/AAAAAAAAADk/t6VebQVLv_4/s1600-h/AquarianAgeWeb.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5107279713717251090" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/RuCz1xCs7BI/AAAAAAAAADk/t6VebQVLv_4/s320/AquarianAgeWeb.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"1. Todos os deuses, todas as crenças, todos os sistemas religiosos serão aceitos ao mesmo tempo. Como os antigos romanos, toleraremos todos exatamente por não acreditar a fundo em nenhum deles. 2. Nossa fé se reduziu à crença numa energia cósmica qualquer, uma "força". [...] 4. Gnomos, espíritos, magos, anjos, duendes, demônios – um cortejo de quimeras extintas pela luz elétrica – ressuscitam, assim, no ecletismo da nova religião, a mais relativista que já houve, apta a admitir quaisquer fantasias e ignorar contradições entre elas”.1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Enquanto a maioria de nossas instituições vem falhando, surge uma versão contemporânea da velha relação tribal ou familiar: a rede, um instrumento para o próximo passo na evolução humana. [...] A rede é moldável, flexível. Para todos os efeitos, cada membro é o centro da rede. As redes são cooperativas, não competitivas. São como as raízes da grama: autogeradoras, autoorganizadoras, por vezes até autodestruidoras. Representam um processo, uma jornada, não uma estrutura organizada. [...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Cada segmento [de uma rede] é auto-suficiente. Não se pode destruir a rede pela destruição de um dos líderes ou de algum órgão vital. O centro — o coração — da rede se encontra em todos os lugares. A Conspiração Aquariana é, na verdade, uma rede de muitas redes destinadas à transformação social. [...] Seu centro está em toda a parte. [...] A Conspiração não pode ser detida, porque é uma manifestação da mudança nas pessoas”.3"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"De que forma? — Nas tribos, a coesão entre os membros é assegurada sobretudo por um comum pensar e sentir, do qual decorrem hábitos comuns e um comum querer. Nelas, a razão individual fica circunscrita a quase nada. [...] Ao pajé incumbe manter, num plano místico, esta vida psíquica coletiva, por meio de cultos carregados de ‘mensagens’ confusas, mas ‘ricas’, dos fogos fátuos ou até mesmo das fulgurações provenientes dos misteriosos mundos da transpsicologia ou da parapsicologia”.8&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Nova Era afirma que o problema do homem não é o pecado, mas a ignorância. Conhecer-se a si mesmo, eis o lema da Nova Era."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Para esses adeptos, não há inferno, não há castigo, não há justiça. O erro (pecado) de uma vida não será castigado na eternidade, mas numa encarnação menos evoluída ou mais sofrida, onde aqui se faz, aqui se paga. É a chamada Lei do Carma."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não é pensando que se ilumina, é mediante a meditação por dentro de si, mediante a canalização da energia por dentro do próprio corpo.&lt;br /&gt;Para esse fim nos levariam o tarô, os búzios, quiromancia, astrologia, numerologia, cristais, certos tipos de medicina alternativa e de acupuntura etc. Tudo é usado para dar uma nova visão ao ser humano, uma nova maneira de experimentar a realidade."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IGUALITARISMO - AUTO-CONHECIMENTO - MEDITAÇÃO - ENCARNAÇÃO - NEW AGE!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mais inf. : &lt;a href="http://www.lepanto.com.br/EstNovaEra.html"&gt;http://www.lepanto.com.br/EstNovaEra.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-2915231777114039976?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/2915231777114039976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=2915231777114039976' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/2915231777114039976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/2915231777114039976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2007/09/new-age-rev-aquariana.html' title='NEW AGE! - rev. aquariana'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/RuCz1xCs7BI/AAAAAAAAADk/t6VebQVLv_4/s72-c/AquarianAgeWeb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-1642504129563758446</id><published>2007-06-16T23:14:00.000-07:00</published><updated>2007-06-16T23:15:19.017-07:00</updated><title type='text'>"O nada"</title><content type='html'>O que é o nada?&lt;br /&gt;O nada é isso.&lt;br /&gt;O nada é ter um corpo e não o sentir.&lt;br /&gt; Não sentir a dor, não sentir o prazer, não sentir sequer a dormência.&lt;br /&gt;O nada, é ser alguém e sentir-se ser algo, sentir-se ser pedra e vegetal.&lt;br /&gt;Um vegetal nada sente.&lt;br /&gt;Uma pedra nem sequer é sentida.&lt;br /&gt;A sua presença é completamente indistinta num meio de seres emotivos.&lt;br /&gt;O nada é isso.&lt;br /&gt;O nada é não saber.&lt;br /&gt;O nada é o tudo em desarmonia.&lt;br /&gt;O nada é o espectador do encontro de rastos de palavras e sorrisos, que não são seus nem lhe dizem nada.&lt;br /&gt;O nada é o avesso do tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-1642504129563758446?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/1642504129563758446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=1642504129563758446' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/1642504129563758446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/1642504129563758446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2007/06/o-nada.html' title='&quot;O nada&quot;'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-2403198863095097208</id><published>2007-05-10T10:59:00.000-07:00</published><updated>2007-05-11T10:10:22.543-07:00</updated><title type='text'>"Teatro metafísico"</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/RkSjecZPA-I/AAAAAAAAACc/cDkvqiP_jAc/s1600-h/477692.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5063351624484717538" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/RkSjecZPA-I/AAAAAAAAACc/cDkvqiP_jAc/s320/477692.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/RkSih8ZPA9I/AAAAAAAAACU/DS-2FTveWpA/s1600-h/477692.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;-Quem sou? Onde estou? Porque estou? De onde vim? Para onde vou? E quanto é o bilhete?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;by Prof. Vitor Marques&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Voz – Quem sou?&lt;br /&gt;Eco – Quem és?&lt;br /&gt;Voz – Onde estou?&lt;br /&gt;Eco – Onde estás?&lt;br /&gt;Voz – Onde estou? Onde estás?&lt;br /&gt;Eco – Onde estamos?&lt;br /&gt;Voz – Onde estou? Onde estás?&lt;br /&gt;Eco – Estou aqui.&lt;br /&gt;Voz – estás aqui?&lt;br /&gt;Eco – Estamos aqui…&lt;br /&gt;Voz – Quem és? Quem sou? Quem somos?&lt;br /&gt;Eco - Não sei quem és. Não sei quem sou. Não sei quem somos.&lt;br /&gt;Voz – Quem somos?&lt;br /&gt;Eco – Sei que somos um só…&lt;br /&gt;Voz – Somos um só…&lt;br /&gt;Eco – Somos um só…&lt;br /&gt;Voz –Um só…&lt;br /&gt;Eco – Só!&lt;br /&gt;Voz – Estou tão só…&lt;br /&gt;Eco – Tão só…&lt;br /&gt;Voz – Não me deixes só!&lt;br /&gt;Eco – Só!&lt;br /&gt;Voz – Não me deixes só!&lt;br /&gt;Eco – Só!&lt;br /&gt;Voz - …&lt;br /&gt;Eco – Estou perdida…&lt;br /&gt;Voz – Volta!&lt;br /&gt;Eco – Tão perdida…&lt;br /&gt;Voz – Estou tão só…&lt;br /&gt;Eco – Perdida…&lt;br /&gt;Voz – Só…&lt;br /&gt;Eco – Estou dentro de ti! Perdida!&lt;br /&gt;Voz – Volta!&lt;br /&gt;Eco – Perdida!&lt;br /&gt;Voz – Só.&lt;br /&gt;Eco -…&lt;br /&gt;Voz – Eles são de lã.&lt;br /&gt;Eco – …&lt;br /&gt;Voz – Eles são de pau!&lt;br /&gt;Eco - Não são…&lt;br /&gt;Voz – São robõs!&lt;br /&gt;Eco – São reais!&lt;br /&gt;Voz – São bonecos.&lt;br /&gt;Eco – Não!&lt;br /&gt;Voz – Somos bonecos!&lt;br /&gt;Eco – Não!&lt;br /&gt;Voz– Somos marionetes! Robertos!&lt;br /&gt;Eco – …&lt;br /&gt;Voz – Somos de papel e tinta!&lt;br /&gt;Eco – Estou perdida dentro de ti…&lt;br /&gt;Voz – Nada é real.&lt;br /&gt;Eco – Real..&lt;br /&gt;Voz – Nada faz sentido…&lt;br /&gt;Eco – …Faz sentido.&lt;br /&gt;Voz – Sentido!&lt;br /&gt;Eco –Sentido.&lt;br /&gt;Voz – Estou a desaparecer.&lt;br /&gt;Eco –Desaparecer… Perdida…&lt;br /&gt;Voz – Onde estou? Onde estás? Onde estamos?&lt;br /&gt;Eco – Somos um só…&lt;br /&gt;Voz – Somos um só!&lt;br /&gt;Eco - … Um só!&lt;br /&gt;Voz – Onde é que eles estão?&lt;br /&gt;Eco – Estão aqui. São eles!&lt;br /&gt;Voz -…Estão tão longe&lt;br /&gt;Eco -…&lt;br /&gt;Voz- Estás tão longe…&lt;br /&gt;Eco – …&lt;br /&gt;Voz -Estou tão longe…&lt;br /&gt;Eco -…&lt;br /&gt;Voz -… é um sonho…&lt;br /&gt;Eco – Bloqueia-me! Acorda-te!&lt;br /&gt;Voz - …&lt;br /&gt;Eco -… Agarra-me!&lt;br /&gt;Voz –AAAAAAAAAAAAH&lt;br /&gt;Eco – Bloqueia-me! Acorda-te!&lt;br /&gt;Voz – AAAAAAAAAAAAH&lt;br /&gt;Eco -…&lt;br /&gt;Voz – Vou desaparecer.&lt;br /&gt;Eco- Não grites Não chores. Agarra-me. Bloqueia-me. Não tenhas medo. Sou só eu. És só tu. Somos só nós.&lt;br /&gt;Voz -Isto não sou eu. Isto é loucura. Vou desaparecer. Estou a desaparecer!&lt;br /&gt;Eco -…&lt;br /&gt;Voz - Estou a sufocar. Estás a rasgar-me a pele. Não cabes dentro de mim. Sai! O meu eco, a tua voz, está-me a rasgar, está-me a matar. Sai!&lt;br /&gt;Eco -…&lt;br /&gt;Voz – Quero a cor…&lt;br /&gt;Eco – a cor…&lt;br /&gt;Voz -…&lt;br /&gt;Eco - Somos um só.&lt;br /&gt;Voz – Somos um só.&lt;br /&gt;Eco – Um só.&lt;br /&gt;Voz – Um só.&lt;br /&gt;Eu – Só…&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-2403198863095097208?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/2403198863095097208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=2403198863095097208' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/2403198863095097208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/2403198863095097208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2007/05/teatro-metafsico.html' title='&quot;Teatro metafísico&quot;'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/RkSjecZPA-I/AAAAAAAAACc/cDkvqiP_jAc/s72-c/477692.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-7871561347016697665</id><published>2007-04-23T16:02:00.000-07:00</published><updated>2007-05-23T09:58:09.496-07:00</updated><title type='text'>"Viver"</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/Ri07h_rJ_GI/AAAAAAAAABc/pZBCfPjdDf0/s1600-h/escrita.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5056763411821100130" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/Ri07h_rJ_GI/AAAAAAAAABc/pZBCfPjdDf0/s320/escrita.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Era uma vez uma jovem adolescente de 16 anos…&lt;br /&gt;Solitária mas amiga de todos, tímida mas alegre, confusa quanto ao presente, mas ansiosa pelas certezas e por um glorioso futuro ordenado, quanto ao passado, era um mero ponto final.&lt;br /&gt;Ora, 16 anos, idade para estar a explorar a vida e tudo o que ela lhe permita desfrutar: conhecer o mundo, conhecer pessoas, conhecer ideias. Conhecer…&lt;br /&gt;O passo seguinte será fazer as escolhas dentro desse turbilhão de conhecimentos, seguidamente organizar um plano para encaixar as escolhas, e por fim agir.&lt;br /&gt;Como muitas adolescentes, esta sentia uma espécie de síndrome do patinho feio: se não sou bela nem formosa naturalmente, se o meu senso e a minha disposição não atraem quem me agarre e deseje ou simplesmente faça companhia dedicada, sobra-me a intelectualidade. E é por aí que vou começar.&lt;br /&gt;Se calhar, se estivesse envolvida num meio em que não existissem exemplos de intelectuais, optaria por se dedicar furtivamente à beleza, já que não a tinha naturalmente, ou mesmo à procura de “uma família” se alguma vez tivesse tido exemplos incentivadores, que lhe mostrassem que realmente é preenchedor.&lt;br /&gt;Mas não. O que lhe parecia mais a mão fora o desenvolver da intelectualidade, fora a isso que se aplicara de forma entusiasta, de forma viciante tal como o conhecimento o é.&lt;br /&gt;Um dia, mais tarde, olhou-se ao espelho, e sentiu-se bem consigo mesma, não se sentira envergonhada, já não precisava de se esconder na sua timidez, era livre por fim!&lt;br /&gt;O ego sorridente levara-a a comunicar sem acanhamento, levando-a a sentir a sensação de acolhimento por parte das pessoas, e quando digo as pessoas sem nomeações concretas, é porque me refiro mesmo ÁS PESSOAS no geral, ao mundo inteiro que finalmente a aprovava. Agora tinha o título de PESSOA, e não apenas ser vivo, e tinha o título de HUMANA, porque os sentimentos de irmandade pertencem acentuadamente ao humano.&lt;br /&gt;Entretanto, também o príncipe encantado por quem tanto esperava, chegara e lhe agarrara a mão. E assim todo a insatisfação quanto ao físico desvaneceu a pouco e pouco.&lt;br /&gt;Agora olhava-se ao espelho, e sentia-se orgulhosa, sentia-se uma mulher rica: não era dotada nem nada de perto, mas sentia um intelectual comum que lhe agradava, tinha pessoas com quem partilhar sentimentos, o físico nunca lhe agradara de forma perfeita mas já não incomodava, tinha momentos de vaidade e tudo.&lt;br /&gt;Mas o sentimento de insatisfação mais tarde ou mais cedo volta a bater-nos na cabeça:&lt;br /&gt;- Sou feliz! E agora? Agora quero ser mais feliz, quero poder orgulhar-me de tudo em mim… e o que me falta? Dinheiro?&lt;br /&gt;Não! A jovem vivia com uma moral do género: “ não tenho tudo aquilo que quero, mas estou-me pouco importando com os bens materiais”.&lt;br /&gt;-O que falta?&lt;br /&gt;Poderia ter pensado “falta viver, saborear a paz”, mas não! Pensou antes “ falta viver, conhecer tudo, experimentar tudo de bom e tudo de mau, para me sentir viva e crescida”.&lt;br /&gt;Esquecendo completamente que a vida deve evoluir gradualmente em todas as questões, passou um ano a alimentar a questão do humanismo e da experiência, pondo de parte o primeiro ponto da parada num completo desleixe.&lt;br /&gt;Viveu, viveu, viveu. Queria viver! Porque afinal, “a vida são dois dias”, “ quem muito dorme pouco aprende”, enfim, quem muito pensa, é pouco genuíno, não saboreia o momento tão profundamente quanto ele merece.&lt;br /&gt;“Tão profundamente quanto ele merece”, isso é bem discutível, a capacidade de ser presente torna-nos harmónicos e consequentemente mais felizes, mas, se nos dedicarmos somente a tal, o que nos trará o futuro? Com certeza nada de idêntico a “um glorioso futuro ordenado”.&lt;br /&gt;Não é justo censurar nenhum destes modos de vida: o que vive pró momento, o que vive pró futuro. A questão é que todos somos diferentes, o que poderia trazer a felicidade aquela jovem, poderia ser o oposto do que te traria a ti.&lt;br /&gt;Concluindo, o que queria dizer era: como pode alguém ter ambição para projectos futuros, onde pensa encontrar a felicidade, e querer viver o momento? São ideias incompatíveis.&lt;br /&gt;Alguém que vive apenas no presente, isso por si satisfá-lo de tal forma que o futuro perde o peso, e quando esse futuro chegar, lá vai ele estar novamente a desfrutar do presente, felizmente…&lt;br /&gt;Opostamente, alguém que vive pensando que são objectivos capazes de se realizarem no futuro, que a podem realizar pessoalmente, precisa de lutar por eles no presente. Desprezando o momento? Não. Isso é a sua forma de viver o presente. Poderá não sentir tanta felicidade a rebentar-lhe as costuras mas no futuro colherá frutos que a compensarão.&lt;br /&gt;Entre essas fases, a jovem que começara realmente a viver a vida, colocando o desenvolvimento da intelectualidade no topo, passou também por fases em que lá colocara a espiritualidade e a intuição, e até mesmo tentou realizar a ideia de ser quem era genuinamente, sem pensamentos, como uma criança, que é pura de ideias - o pateta universal, digamos assim.&lt;br /&gt;Esta jovem adolescente caiu nesta armadilha da vida. Quis ter tudo, e como sabemos “ quem tudo quer tudo perde”.&lt;br /&gt;Acidentes de percurso fora do seu poder também lhe roubaram as forças necessárias para conseguir criar um equilíbrio (não tentando desculpá-la, afinal, buracos&lt;br /&gt;tem toda a estrada do mundo e não a dos pés dela).&lt;br /&gt;Um dia, ela reencontrou o seu amigo espelho, fitou-o, e não se reconheceu. Sabia apenas que não era a mesma pessoa do início da parada, nem a mesma pessoa quase perfeita e feliz q se tivera sentido em outros tempos. Algo lhe dizia também que, se não era a mesma de antes, não era a mesma que os seus amigos acolheram, não era a mesma de quem eles gostaram.&lt;br /&gt;E sim, realmente era mais ou menos assim, já não era amiga do mundo inteiro e vice-versa, mas os amigos verdadeiros estavam lá e não arredavam pé.&lt;br /&gt;A vida lançou-lhe uma armadilha pelo caminho, uma armadilha que talvez quisesse por à prova se o seu conceito de felicidade era tão rijo que nada o mudasse. Uma armadilha, onde ela caiu.&lt;br /&gt;Mas afinal, quem tem ideias rijas quando está a conhecer o mundo pela primeira vez?&lt;br /&gt;No final, não acho que nada desta história seja verdadeiramente censurável, pois todo o fundo ideal da jovem era amadurecer, era conhecer, era provar. E digam lá, que não se sente tentado ao fruto do pecado?&lt;br /&gt;Simplesmente há que haver equilíbrio.&lt;br /&gt;Há que saber que não se pode ter o presente e o futuro.&lt;br /&gt;Há que saber fazer escolhas. E para fazer escolhas, é preciso conhecer tudo (ou muito). O Homem Comum, aprende experimentando, o Homem Sábio aprende observando a experiência dos outros. Muitos escritores lançam palavras vividas, e o leitor aprende com elas.&lt;br /&gt;Tudo bem, a jovem merece apenas o titulo de “Homem Comum”, mas agora que desdobrou algumas façanhas do mundo, faz as suas opções mais livre e certamente, ( o que acaba por ser relativo visto que estamos sempre a aprender!) e pode escrever um livro. Essa era uma das metas do tal “glorioso futuro ordenado”.&lt;br /&gt;A jovem viverá um dia de cada vez, valorizando o presente, mas pensando sempre no futuro, e pela primeira vez, lembrando o passado, que não será mais um ponto final mas sim um (incompleto) livro de instruções!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-7871561347016697665?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/7871561347016697665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=7871561347016697665' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/7871561347016697665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/7871561347016697665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2007/04/viver.html' title='&quot;Viver&quot;'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/Ri07h_rJ_GI/AAAAAAAAABc/pZBCfPjdDf0/s72-c/escrita.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-6624268815391930970</id><published>2007-04-21T15:09:00.000-07:00</published><updated>2007-04-21T15:12:02.717-07:00</updated><title type='text'>"Forma social inteligente"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/RiqMJ_rJ_FI/AAAAAAAAABU/dca4lyZcEE0/s1600-h/palc.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5056007635015957586" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/RiqMJ_rJ_FI/AAAAAAAAABU/dca4lyZcEE0/s320/palc.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Ir a um espectáculo de teatro continua a ser uma das formas sociais mais inteligentes e interessantes de passar o tempo. Ali o espectador não é objecto de emoções injectadas pela paixão incontrolável ou pela excitação desabrida.A pessoa que vá ao teatro é sujeito principal duma acção estimulante do espírito e nada há numa peça, por mais excelente, que não tenha de ser arquitectado na mente de quem vê, de forma sensível e perceptiva.Mesmo que já se tenha visto antes, mesmo que se conheça o autor e o texto esteja bem presente na memória, a representação traz sempre consigo uma novidade, um desafio, uma renovação da nossa capacidade de ver."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://coxiacentral.blogspot.com/2004/06/o-cerejal-de-anton-tchekhov-pela.html"&gt;http://coxiacentral.blogspot.com/2004/06/o-cerejal-de-anton-tchekhov-pela.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-6624268815391930970?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/6624268815391930970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=6624268815391930970' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/6624268815391930970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/6624268815391930970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2007/04/forma-social-inteligente.html' title='&quot;Forma social inteligente&quot;'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/RiqMJ_rJ_FI/AAAAAAAAABU/dca4lyZcEE0/s72-c/palc.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-3767711153689330067</id><published>2007-04-17T14:06:00.001-07:00</published><updated>2007-04-24T07:54:17.699-07:00</updated><title type='text'>"Cidade dos balões"</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/Ri4CcPrJ_KI/AAAAAAAAAB8/VVIKVgKUXzU/s1600-h/elmimo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5056982115850779810" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/Ri4CcPrJ_KI/AAAAAAAAAB8/VVIKVgKUXzU/s320/elmimo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Na azulada noite saturnal,&lt;br /&gt;O Luar aceso de luz e alma&lt;br /&gt;Alumia o trapo da tenda de circo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;(tenda essa)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Da cor vermelha do sangue&lt;br /&gt;Quando cai no pano branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luar aceso,&lt;br /&gt;E Magia da mágica seduz!&lt;br /&gt;Os senhores manipuladores&lt;br /&gt;Para a porta das traseiras,&lt;br /&gt;E os  inocentes para a porta principal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Os senhores&lt;br /&gt;Bebem sujo:&lt;br /&gt;De maquilhagem e de bolas vermelhas,&lt;br /&gt;E cospem mágica que traz Magia,&lt;br /&gt;E cospem vaidade&lt;br /&gt;Ao pintar o sorriso no rosto dos inocentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornam-nos numa sociedade&lt;br /&gt;De palhaços de preto e branco,&lt;br /&gt;Onde a regra presidencial é a mímica!&lt;br /&gt;E o sorriso,&lt;br /&gt;Esse gesto contagiante,&lt;br /&gt;É pregado obscenamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cega inocência deslumbra-se&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;strong&gt;nessa felicidade artificial,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;Elogia,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;Intitula,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;Teoriza.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;Que sabe bem e faz sorrir,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;que se chama realmente felicidade,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;que é um impulso electrico&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;que atravessa celulas corporais.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Digo:&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Para lhe esticar os lábios,&lt;br /&gt;Deformar o rosto,&lt;br /&gt;Mostrar as facas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu escapo dessa loucura&lt;br /&gt;Pendurado num balão vermelho,&lt;br /&gt;Que me ergue e guia para outras cidades,&lt;br /&gt;Cidades pintadas a carvão…&lt;br /&gt;Cidades,&lt;br /&gt;Sem a tinta de aguarela da emoção…&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-3767711153689330067?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/3767711153689330067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=3767711153689330067' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/3767711153689330067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/3767711153689330067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2007/04/cidade-dos-bales.html' title='&quot;Cidade dos balões&quot;'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/Ri4CcPrJ_KI/AAAAAAAAAB8/VVIKVgKUXzU/s72-c/elmimo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-5001422153203583838</id><published>2007-04-12T11:58:00.000-07:00</published><updated>2007-04-17T14:13:39.590-07:00</updated><title type='text'>"Tudo rosas mas morrem"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/RiU4fc3AChI/AAAAAAAAAAs/aIvVuCWZh44/s1600-h/dark_rose3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5054508269767232018" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/RiU4fc3AChI/AAAAAAAAAAs/aIvVuCWZh44/s320/dark_rose3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Marchar de estrada em estrada,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Sem nome,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Sem regras,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Sem sapatos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Tudo rosas mas morrem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Marchar a par com o céu alto,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;O meu ser e a minha humanidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Marchar com as chamas luminosas &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;E a cegueira das trevas,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;A fortuna e o pesadelo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Porque só auge da dor ergue a felicidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Tudo rosas mas morrem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;O canto do sonho mata-o.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Na vida da utopia nasce a imperfeição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Da vida do sonho nasce a sua morte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Na vida do irreal que a sustenta,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Morre a própria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Marchar de estrada em estrada,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Desconhecendo a minha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;O nome não é meu quando não me conheço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Não vivo as regras de um universo que não me pertence.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Na minha liberdade, eu insisto na independência,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Não dos saltos altos da riqueza,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Só dos pés descalços de mim mesma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Tudo rosas mas morrem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;O universo do meu ser é o infinito,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Idêntica ao céu,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Pertenço a todos e a ninguém.&lt;br /&gt;Tudo rosas mas morrem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-5001422153203583838?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/5001422153203583838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=5001422153203583838' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/5001422153203583838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/5001422153203583838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2007/04/tudo-rosas-mas-morrem.html' title='&quot;Tudo rosas mas morrem&quot;'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/RiU4fc3AChI/AAAAAAAAAAs/aIvVuCWZh44/s72-c/dark_rose3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-6586865375009922217</id><published>2007-04-10T13:22:00.001-07:00</published><updated>2007-04-12T12:10:36.693-07:00</updated><title type='text'>"Açúcar amargo"</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiéis pensamentos de traição…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-AH! Vida nova.&lt;br /&gt;Levantei-me num salto, estiquei a persiana e corri para o banho.&lt;br /&gt;Enchi a banheira de espuma e sais relaxantes, mergulhei-me e recordei uma série qualquer de tv em que alguém dizia: “o banho em conjunto aproxima as almas”, porque é que nunca experimentámos isso? Ou uma bebida de pétalas de rosa vermelhas, coisas desse género… Hum… talvez porque o julguei como adquirido.&lt;br /&gt;Voltei a mergulhar a cabeça como que me castigando.&lt;br /&gt;Não queria cismar no assunto, queria uma vida nova. Nem era uma questão de vontades, sabia as consequências que arcaria se não recomeçasse, afundar-me ia em ondas de dor e melancolia que me levariam a desaparecer.&lt;br /&gt;“Toc-toc”, falou a porta.&lt;br /&gt;-Sim?&lt;br /&gt;-Adormeceste outra vez no banho?&lt;br /&gt;Antes fosse um pesadelo, que acabasse ao acordar a nunca mais batesse à porta. Mas não, eram os meus fiéis pensamentos de traição… que me amargam os momentos românticos.&lt;br /&gt;Mas por acaso há açúcar sem amargura?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-6586865375009922217?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/6586865375009922217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=6586865375009922217' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/6586865375009922217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/6586865375009922217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2007/04/ii-fiis-pensamentos-de-traio-ah-vida.html' title='&quot;Açúcar amargo&quot;'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-1328279266775701812</id><published>2007-04-10T13:17:00.000-07:00</published><updated>2007-04-17T14:19:40.358-07:00</updated><title type='text'>"Açúcar amargo"</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/RiU5483ACiI/AAAAAAAAAA0/RPfsAa5SDrE/s1600-h/amantes.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5054509807365524002" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/RiU5483ACiI/AAAAAAAAAA0/RPfsAa5SDrE/s320/amantes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como que ainda amaciada pela ligeireza de tão suave toque…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou por mim do mesmo jeito que o vento: sempre com pressa, levando tudo atrás, deixando um rasto de frescura… Só faltava o característico ciciar. Não ciciava, mas o seu silêncio era tão escandaloso quanto o chinfrim agudo e hediondo do assobio ventoso.&lt;br /&gt;Bateu asas e voou, que nem uma garça livre e leve, sentindo-se a governanta dos céus pela primeira vez…&lt;br /&gt;Não poderia serenar, face à situação, mais do que já lhe era costume! Apenas pousando de postura egoísta, apoiando os braços sempre indolentes e preguiçosos, de mãos enfiadas nos bolsos da frente… contemplando um horizonte deveras desinteressante, mesmo para ele que se fascinava com pouco!&lt;br /&gt;A face descuidada, parecia que não levava água há dias, e a barba farfalhuda, que o engraçava, novamente por cortar&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Há coisas que nunca mudam, são demasiado mundanas e próprias para isso.&lt;br /&gt;Aproximei-me dela, dela da face, quase que mergulhei os meus olhos esbugalhados nos dele, ainda mais esboroados e opacos. Opacos sim, completamente cerrados para mim, como um camaleão que ora é verde ora é laranja, aqueles olhos ora eram transparentes ora eram opacos… E desta vez, ele escolheu não me entregar nada que fosse dele, tudo o que era seu se tornara tão pessoalmente próprio que já nem um olhar partilhava.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Este instante, de tão excessivo foco nos seus pormenores, foi tão intenso como o instante em que me apaixonei. Em ambas as vezes o mundo em redor enublou, para brevemente voltar a elucidar-me.&lt;br /&gt;Tal como numa entrada em cena teatral, as luzes voltadas para a minha face, o som acompanhante a subir aos meus passos…&lt;br /&gt;A sensação é igual, a mudança de um mundo para outro, e eu sou a protagonista.&lt;br /&gt;Despeguei os lábios gordos um do outro, esperando que algo se soltasse instantaneamente. Mas não, estava ainda um tanto absorvida nos meus devaneios.&lt;br /&gt;O desembolsar das mãos agitou-me e despertou-me finalmente.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Voltei a cerrar os lábios e torci a boca, penso que franzi as sobrancelhas e tornei aquele toque feminino da cabecinha inclinada, numa firmeza de queixo e nariz empinado.&lt;br /&gt;Saíram-me as palavras erradas, aliás tudo aquilo era errado. A cena errada, as personagens erradas, a própria vida estava desconcertada e eu com ela pelos cabelos.&lt;br /&gt;Soltei um breve e seco “então?”, seguido de uns quantos gritos histéricos que não diziam nada mas expressavam a fúria.&lt;br /&gt;Respondeu-me irritantemente com uma vénia vitoriosa.&lt;br /&gt;Atirei-lhe para cima todos os objectos pessoais que deixara em minha casa, afinal era essa a&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;intenção do encontro marcado. Não se queixou nem tão pouco sorriu ou balbuciou.&lt;br /&gt;Admirou a minha farsa, como que se despedindo, e soprou um: “até um dia” tão baixo que duvidei se lhe teria apenas lido o pensamento.&lt;br /&gt;Apesar de tudo não o odiava, como se estivesse ainda amaciada pela ligeireza de tão suave toque.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-1328279266775701812?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/1328279266775701812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=1328279266775701812' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/1328279266775701812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/1328279266775701812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2007/04/aucar-amargo.html' title='&quot;Açúcar amargo&quot;'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/RiU5483ACiI/AAAAAAAAAA0/RPfsAa5SDrE/s72-c/amantes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-6988790441187348107</id><published>2007-03-12T13:10:00.001-07:00</published><updated>2007-04-12T12:10:56.177-07:00</updated><title type='text'>"Revolução das bolas de sabão"</title><content type='html'>parte IV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mangue?&lt;br /&gt;-Sim?&lt;br /&gt;-Afinal o que era toda aquela loucura atrás da porta mágica?&lt;br /&gt;-Uma máquina do tempo.&lt;br /&gt;-A sério?&lt;br /&gt;-Não!&lt;br /&gt;-Então?&lt;br /&gt;- Um mundo de transe, drogas e muito prazer.&lt;br /&gt;-A sério?&lt;br /&gt;-AHAHAH!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-6988790441187348107?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/6988790441187348107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=6988790441187348107' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/6988790441187348107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/6988790441187348107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2007/03/revoluo-das-bolas-de-sabo_1336.html' title='&quot;Revolução das bolas de sabão&quot;'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-3900175513319656822</id><published>2007-03-12T12:57:00.000-07:00</published><updated>2010-03-07T14:26:06.344-08:00</updated><title type='text'>"Revolução das bolas de sabão"</title><content type='html'>parte III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Efeitos aleatórios, como espirais, tornados, partículas rotativas, linhas e círculos de fumo, em cores fluorescentes e cintilantes esticavam-se como pastilhas elásticas, ecoavam sons da natureza que distorciam para electrónicos.&lt;br /&gt;Tal como numa situação de representação teatral, em que o holofote me ilumina unicamente a mim, o meu ego subia à medida que um sedutor fecho de luz me acariciava.&lt;br /&gt;Deixava-me rolar pela tentação seguindo a luz, quando, de rompante, me pegaram pela cintura e arrancaram do paraíso, trancando a porta por fim.&lt;br /&gt;Tal como um toxicodependente a quem tiraram o saquinho da droga, enfureci, e enfureci tão agressivamente que além da gritaria e do esperneio senti os olhos a saltarem-me da cara.&lt;br /&gt;O indivíduo que me roubara a fortuna observava-me quase que indiferentemente, encarando a situação pacificamente.&lt;br /&gt;Era um velho, um velho rasteiro, corcunda, careca, de longas barbas brancas e farfalhudas, vestido com uma túnica igualmente cã.&lt;br /&gt;Desceu as escadas e eu segui-o.&lt;br /&gt;Chegando ao círculo, sentou-se numa cadeira de baloiço, em que eu não tinha reparado, e indicou-me um almofadão, ao que eu respondi sentando-me também.&lt;br /&gt;Baloiçava-se, acendeu um cachimbo indiano, ia passando e enfiando os dedos entre as barbas e soprando nuvens de fumo, e a minha fúria morria nessas nuvens.&lt;br /&gt;Oscilou a cabeça em tom de negação e finalmente iniciámos um diálogo:- As portas não são para abrir, nem tão pouco as escadas para subir.&lt;br /&gt;Interpretei tal como uma ordem de restrição, mas ele acrescentou:&lt;br /&gt;- As portas só se fecham e as escadas só se descem.&lt;br /&gt;Fiquei confuso e não precisei de o dizer.&lt;br /&gt;O velho sorriu e num novo balanço continuou:&lt;br /&gt;- Quando estás metido dentro de um labirinto, em que pensas?&lt;br /&gt;- Em encontrar a saída.&lt;br /&gt;- Ou seja, regressar ao ponto de partida. O ponto de partida para o sótão é a subida das escadas, o ponto de partida para entrar num compartimento é a abertura da respectiva porta.&lt;br /&gt;Bufei.&lt;br /&gt;- O que eu quero dizer, é que quando, no teu dia-a-dia, escolhes um caminho tens a segurança de poder voltar para trás, e muitas vezes, a tua opção é tão errática que é o regresso que mais anseias…&lt;br /&gt;- Pois bem…&lt;br /&gt;- Asseguro-te de que estas escadas e estas portas não precisam sequer da tua intenção para te absorverem. E não te garanto que alguma vez consigas voltar.&lt;br /&gt;Engoli em seco recordando a luz sedutora.&lt;br /&gt;Entretanto o velho dirigiu-se a uma pequena portela por debaixo das escadas, entrou, saiu. Trouxe com ele um tabuleiro de biscoitos e, uma efusão que refrescava os lábios como um gelado tropical, e aconchegava o estômago como um chá quente. Uma mistura sensacional completamente alienígena para mim.&lt;br /&gt;Eu queria perguntar mil coisas àquele velho tão sabedor, mas faltavam-me as palavras.&lt;br /&gt;- Hum... Conversamos acerca de portas mágicas, e eu nem percebo se não és apenas uma personagem criada pelo meu psíquico, se todo este espaço não é fruto da minha imaginação, se enlouqueci, se estou a sonhar…&lt;br /&gt;- O que é o sonho?&lt;br /&gt;Não sabia o que responder, era um assunto fútil para o género de vida que eu levava.&lt;br /&gt;De certa forma era um rapaz pensador e curioso em relação ao mundo, mas desde o início da adolescência que decidira viver para estudar; tendo em mente a ideia de alcançar um futuro maravilhoso, que nem sabia de que cor queria pintar.&lt;br /&gt;Os pais ensinam-nos assim, pelo menos a maioria, que na escola está o futuro, isto é, que estudaremos para trabalharmos, para vencermos ao final do mês, para poder casar e sustentar uma família, que seguirá os mesmos capítulos.&lt;br /&gt;E tudo isto, com que desejo fundamental? Com o desejo de viver a felicidade!&lt;br /&gt;Então e aqueles por quem a auto-realização não implica constituição de família ou uma conta galante?&lt;br /&gt;Eu esquecera-me dos meus sonhos… Guerreava armado por uma bandeira que não me dizia nada.&lt;br /&gt;“O que é o sonho?”, ecoava a voz do velho dum lado para o outro na minha cabeça.&lt;br /&gt;Olhei-o como quem pede uma resposta.&lt;br /&gt;- Quando dormes, a tua alma solta-se do corpo e viaja até ao seu mundo, partilhando com a tua subconsciência segredos e mistérios. Quando acordas recordas aquilo a que chamas sonho, vagas memórias da viajem da alma. O mesmo sucede com a tua imaginação, a alma partilha as próprias e genuínas experiências contigo, e aquilo a que chamas personagens psíquicos e terras e céus de fantasia, invenções! São ideias trazidas de outras dimensões, do futuro, de outros planetas…&lt;br /&gt;- Concluindo, o meu corpo invadiu o meu sonho? Ou… continuo no mesmo espaço de sempre mas noutra dimensão?&lt;br /&gt;- Mistério. Se te dedicares à abertura da visão espiritual, um dia distinguirás todas essas realidades. Por agora, já é informação suficiente para um homem comum aperceber-se de que está rodeado de universos, e que pode viajar entre eles. Ainda mais, estar a conhecer um novo.&lt;br /&gt;“Como?”, “porquê eu?”, “porquê agora?”, “porquê?”, “porquê?”, “porquê?”! Embebedei da constante questão!&lt;br /&gt;-Talvez, a tua alma queira despertar no teu corpo a clarividência, que noutra encarnação pôde ousar. Ou talvez tenhas uma missão a cumprir neste universo.&lt;br /&gt;Ao entardecer, Mangue, o velho, guiou-me numa visita pela floresta mágica.&lt;br /&gt;Começou por me mostrar uma zona de amanitas muscarias, aqueles cogumelos vermelhos com pintas brancas, mas numa versão gigante!&lt;br /&gt;Minúsculas luzinhas a esvoaçar dum lado para o outro, pareciam pirilampos ou mesmo estrelas.&lt;br /&gt;Uma delas pousou levemente no meu dedo mindinho, tal como as borboletas e joaninhas costumam fazer.&lt;br /&gt;-Encantadora! – Soprei – Corpo de menina, pequenina que nem a polegarzinha, com asinhas de borboleta de cor indecifrável! Ou pelo menos, impossível de traduzir para o nosso campo óptico comum, se a baptizasse, não poderia ter um nome simples como “roxo” ou “vermelho”, seria “árctica ardência”. Perfeito!&lt;br /&gt;Á medida que ia penetrando a floresta, tinha de habituar o ângulo de visão, as formas pareciam ter uma inclinação turva, mas eram modelarmente harmónicas, a própria força do chão transmitia a sensação de obliquidade, como se caminhasse sobre uma linha curva, com a inteira consciência de que a terra é redonda.&lt;br /&gt;A minha percepção à matéria circundante aumentava, ou seriam mesmo os corpos que eram cada vez maiores e maiores? Não.&lt;br /&gt;Mangue ensinou-me a controlar o binóculo de cada olho, poderia focar o que eu quisesse e observar os mais ínfimos pormenores, identico ao uso da objectiva da máquina fotográfica. Conseguia fazer o mesmo com as cores, focava-as e tornavam-se intensas ao máximo, descobrira a essência da cor.&lt;br /&gt;As fadas berrantes que, com as suas varinhas de condão, praticavam magias transformando cores em emoções.&lt;br /&gt;Os duendes eram peculiarmente franzinos e, ao sorrirem, um toque de guizo acompanhava e enfeitava a alegria, e essa alegria criava flores.&lt;br /&gt;Os anões, tão miúdos como uma pegada de criança, carregavam potes de ouro para uma ponta do arco-íris.&lt;br /&gt;Os gnomos, rechonchudíssimos, usavam chapéus em cone e apreciavam os animais selvagens.&lt;br /&gt;Ao observar as criaturas bizarras, algo de muito espiritual se passou, por instantes, deixei de ver os corpos extravagantes e vi apenas as suas almas, a cor de cada alma.&lt;br /&gt;Quando sentia emoções fortes, conseguia ouvir música concordante, Mangue esclareceu-me que vinha do Vale da Orquestra. Aqui, existia uma árvore que captava as vibrações de cada emoção, deixava-as correr nos seus veios e a orquestra de flores musicais que a circundavam, encarregavam-se de as sonorizar.&lt;br /&gt;Atravessámos a Floresta Mágica, estávamos já do lado oposto à cabana em forma de cone, e também a sua nostalgia era oposta.&lt;br /&gt;Este lado da floresta, não só era a absoluta noite, como a derradeira sombra da noite.&lt;br /&gt;Nas árvores desnudas salientavam os ramos e galhos torcidos e aguçados nas pontas.&lt;br /&gt;Haviam pântanos de limo e lodo que amorteciam inocentes elfos nocturnos&lt;br /&gt;As aprendizas de bruxas eram meninas jovens escondidas entre trajes góticos, brilhavam em si as faces de lua cheia. Em conjunto, criavam poções que invertiam os jeitos das outras criaturas, por exemplo, os unicórnios dançavam na corda bamba dos trapezistas e os trapezistas corriam de quatro patas tão velozmente como unicórnios.&lt;br /&gt;Ah! Sim, também haviam trapezistas, aliás, havia uma tenda de circo, mas não haviam espectáculos porque o mimo estava a tornar-se diabólico.&lt;br /&gt;Os aromas do ar eram pesadíssimos, não de açucena ou rosa, mas de pele morta.&lt;br /&gt;De um instante para o outro dei por mim a correr e o chão despedaçava-se em mil partes um passo atrás do meu.&lt;br /&gt;O céu, que espelhava a terra, separava-se como se fosse um puzzle.&lt;br /&gt;Mangue corria à frente criando um percurso absurdo, em zig-zag e com meias voltas e voltas inteiras, exercia um ritual afastando os males nocturnos.&lt;br /&gt;Por fim paramos, junto de um poço que parecia retirado da época medieval, pela sua decoração serviçal à mãe natureza, Mangue encheu um balão, como os que os mágicos e os químicos usam, e estendeu-mo.&lt;br /&gt;- Poção de vida.&lt;br /&gt;Por detrás de nós surgiu um espécimen de esqueleto humano, mas com um crânio bastante maior, e apenas com três dedos em cada mão, que radiava luz azul-eléctrica.&lt;br /&gt;Mangue puxou, de dentro do casaco branco, um punhal com o qual partiu o crânio do espécime.&lt;br /&gt;Continuou a conversa onde tínhamos terminado como se nada tivesse ocorrido.&lt;br /&gt;-Bebe a poção. O poço está cada vez mais esgotado, parou de criar…&lt;br /&gt;De seguida pegou-me nas mãos, pediu-me que fechasse os olhos, e, circundados por anéis verdes fluorescentes, perdemo-nos na tontura de um tornado e, quando abrimos os olhos, estávamos na cabana.&lt;br /&gt;Mangue abriu uma janela, ouviam-se gritos: “É a revolução das bolas de sabão!”, agora não só de um ditador, mas de uma multidão inteira.&lt;br /&gt;-É relativamente frequente aparecer alguém vindo do teu universo na minha cabana.&lt;br /&gt;Uns, são guiados pela força da curiosidade, e o universo cede-lhe esta satisfação, outros, estudam o espiritual e alcançam as diversas dimensões por mérito próprio, por vezes, as almas clarividentes que habitam os seus corpos querem desperta-los para as diferentes realidades, e eu só agora percebi a tua chegada.&lt;br /&gt;Ansiava o final da frase, os pormenores enervam-me.&lt;br /&gt;-Chegaste na precisa altura em que estamos prestes a desaparecer. Esta dimensão, do mundo das fadas, inspiradora dos artistas que contam histórias de fadas, tem como única barreira envolvente uma bola de sabão. Com o passar dos tempos a imensidão de artistas vai escasseando, as histórias de fadas ainda mais, e mesmo as que já existem vão sendo menos contadas e acreditadas pelas crianças. Esse acreditar, essa religião mágica, que vocês intitulam de imaginação, é que sustenta a bola de sabão. A bola de sabão está a rebentar, a poção de vida deste universo a esgotar…&lt;br /&gt;-E qual é o meu papel no meio desta historia mirabolante? – perguntei intrigado.&lt;br /&gt;- Tu és mais um daqueles que se esqueceu do que é ser criança, que deixou de sonhar, de acreditar em fadas… Mais um dos que está a contribuir para a ruptura da bola de sabão.&lt;br /&gt;- E que poderia eu fazer para evitar tal?&lt;br /&gt;- A tua mudança de atitude seria um grande exemplo para que o mundo voltasse a sonhar.&lt;br /&gt;- Julgas que bastava chegar à minha dimensão, sonhar, contar a história da Cinderela a meia dúzia de crianças e toda esta fantasia voltaria a sorrir?&lt;br /&gt;- Se quiseres salvar um universo que também te pertence, tu saberás como o fazer.&lt;br /&gt;O peso de tanta responsabilidade fazia-me sentir importante, mas também intimidado.&lt;br /&gt;Mais do que contos de fadas, conhecia histórias bíblicas, que contavam como o Grandioso criou o mundo em 7 dias, criou o Homem e a partir dele a mulher. O “como” era um mistério que universo nenhum esclarecera.&lt;br /&gt;Agora eu, um homem comum, teria de fazer o papel de Deus, salvando um universo, um universo que julgara ser criado por nós mesmos e impossível de partilhar, e afinal, quantos já não visitaram esta utopia.&lt;br /&gt;Pensei nos meus tempos de criança, como pude perder algo que me era tão querido, como brincar ao faz de conta, baloiçar para chegar ao país das maravilhas e sobretudo, o acreditar?&lt;br /&gt;Por entre estes devaneios enchi-me de alegria, de entusiasmo pela inocência e genuinidade, senti o puro instinto humano e a magia aconteceu.&lt;br /&gt;Anéis de fogo abraçaram-me e, num sopro, aterrei sentado numa cadeira, num programa televisivo em directo sobre a inovação da cidade.&lt;br /&gt;- Nelson? Nelson?&lt;br /&gt;- Sim?&lt;br /&gt;- É a tua vez… apresenta o teu plano para o parque de baloiços.&lt;br /&gt;- Parque? Aah, sim o parque…&lt;br /&gt;Ainda estava estonteado como estas repentinas mudanças de realidade.&lt;br /&gt;Ergui-me, afinei a voz e comecei o meu discurso ensaiado:&lt;br /&gt;- Ora boa-tarde a todos, para começar. Como estão meus senhores?&lt;br /&gt;- Prossiga.&lt;br /&gt;- Como cidadão que sou, carrego comigo o dever cívico de saber e sentir à flor da pele o que é melhor para esta sociedade, e como arquitecto que sou, tenho o dever de o fazer bem! – fortes aplausos. – A sociedade precisa de progressão, a todos os níveis, essa ambição começa nas crianças, e não é em parques infantis que elas a vão ganhar!&lt;br /&gt;Subitamente, olhei pela janela que estava mesmo à minha frente, era fim de tarde, o sol já se punha e recordei o quão sanguíneo é o pôr-do-sol no país das fadas.&lt;br /&gt;A minha clarividência ganha no país mágico permitiu-me reparar numa fada, invisível para todos os outros. Era mais uma das que caíra pela ruptura da bola de sabão.&lt;br /&gt;A fada delicada, com a sua saiinha colorida, andava desamparada pelas estradas, com todos a esbarrar nela, com a poluição a sufocá-la, sem flores onde de embrulhar e bailar.&lt;br /&gt;- Prossiga!&lt;br /&gt;- Não é nos parques infantis que as crianças vão ganhar ambição… - e a fada tropeçava – Mas as crianças não precisam de ambição.&lt;br /&gt;- Desculpe?&lt;br /&gt;- As crianças precisam de viver a sua fase de inocência, de se libertarem, de explorarem o mundo, de imaginar, de sonhar, de brincar… de brincar num parque de baloiços… e de fazer bolas de sabão! Faremos uma revolução de bolas de sabão! Salvaremos as fadas!&lt;br /&gt;As crianças que assistiam ao programa correram para as bacias para misturar água e sabão, correram para as janelas, onde chocaram os sorrisos de umas e outras e em conjunto sopraram bolas de sabão.&lt;br /&gt;- É a revolução das bolas de sabão! – Gritaram em coro.&lt;br /&gt;Assim, as bolas de sabão recolheram as fadas, os duendes e todas as criaturas da floresta magica perdidas na nossa dimensão, e levaram-nas de volta para o seu mundo.&lt;br /&gt;Cada vez que uma criança sopra uma bola de sabão, recebe de uma fada, um beijo doirado com um dom.&lt;br /&gt;- É a revolução das bolas de sabão!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-3900175513319656822?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/3900175513319656822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=3900175513319656822' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/3900175513319656822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/3900175513319656822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2007/03/revoluo-das-bolas-de-sabo_12.html' title='&quot;Revolução das bolas de sabão&quot;'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-5968538132975019812</id><published>2007-03-10T16:59:00.000-08:00</published><updated>2010-03-07T14:27:56.316-08:00</updated><title type='text'>"Revolução das bolas de sabão"</title><content type='html'>parte II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avivei-me de um sono fundo com a sensação de que dormira uma década. Espreguicei-me luxuriosamente, e, ainda de olhos fechados, reflecti acerca de um sonho mirabolante, típico de homem louco.&lt;br /&gt;Devagarinho desuni as pálpebras e aí extasiei com o cenário.&lt;br /&gt;Encontrava-me no interior de uma espécie de torre de madeira, composta por vários andares, que na verdade não eram pisos onde fosse possível existirem divisões. Cada andar tinha uma forma diferente, eu estava num largo círculo, o seguinte era um heptágono, o seguinte um hexágono, depois um pentágono, depois um losango, depois um triangulo e terminava também em numerosos círculos. Será que do lado de fora se parecia com um cone? Continuando, esses andares eram apenas corredores de escadas que circundavam a torre, não verdadeiros espaços! E, em cada andar havia apenas uma porta, mas não parecia haver espaço para lá das portas, isto, segundo a minha real noção de espaço, estética, arquitectura…&lt;br /&gt;O rés-do-chão, apesar de ser amplo, tornava-se apertado por estar tão apinhado. Faziam parte da decoração antiguidades religiosas de diversas culturas, a maior estatueta era um Buda, velharias da moda feminina de diferentes épocas, utensílios pré-históricos, instrumentos musicais, telas de pintura, tinta e pincéis, fotografias de grandes filósofos, imensos baús cobertos com tapetes persas e numerosos livros. Parecia um canto de perdidos e achados.&lt;br /&gt;Eu encontrava-me aconchegado numa cama que mais parecia um berço gigante, coberto com um véu amarelo-torrado.&lt;br /&gt;Estava mais curioso que assustado, senti-me intrigado com esse facto, mas mais tarde teria tempo para reflectir acerca de tal. Deixei-me então guiar pela curiosidade e decidi explorar a zona.&lt;br /&gt;Lancei-me para as escadas, e subi até ao losango, não continuei por estar demasiado zonzo. Aqui atrevi-me a abrir uma porta, tive de forçar a maçaneta que mais enferrujada não poderia estar. Depois de ouvir o “click” de porta aberta, que suou que nem um “abracadabra”, puxei-a lentamente alimentando o suspense que já me sufocava, pois do outro lado sentia uma forte pressão, como que um vendaval que impedia a abertura da porta.Não sei como descrever o que senti quando deparei com o compartimento do outro lado. Sei que senti o sangue a correr-me nas veias à velocidade da luz, um arrepio glacial percorreu-me a coluna e atingiu o cérebro vitoriosamente, o coração parecia querer castigar-me com tanto bater, fazendo com que sentisse electricidade nas pontas dos dedos, e por fim aterrei em paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-5968538132975019812?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/5968538132975019812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=5968538132975019812' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/5968538132975019812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/5968538132975019812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2007/03/parte-ii-avivei-me-de-um-sono-fundo-com.html' title='&quot;Revolução das bolas de sabão&quot;'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-6179824859944874571</id><published>2007-03-10T16:41:00.000-08:00</published><updated>2010-03-07T14:25:33.550-08:00</updated><title type='text'>"Revolução das bolas de sabão"</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/RiVG283ACjI/AAAAAAAAAA8/wEuRdyeSulM/s1600-h/bubble_flower.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; FLOAT: left; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5054524066656946738" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/RiVG283ACjI/AAAAAAAAAA8/wEuRdyeSulM/s320/bubble_flower.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;parte I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;-É a revolução das bolas de sabão!&lt;br /&gt;E sobre isto dissertava nobre e altivo sobre uma caixa de cartão.&lt;br /&gt;Á medida que ritmava o discurso, estranhas criaturas aproximavam-se&lt;br /&gt;Caminhavam de passo em calmo passo, pavoneando-se elegantemente, ao longo de extensos corredores que surgiam entre arbustos de cor magenta.&lt;br /&gt;Ao fundo marchavam elefantes, desde um horizonte tão longínquo que pareciam tocar o pôr-do-sol de fogo.&lt;br /&gt;As criaturas figuravam o corpo feminino, sob uma postura inata e serena, realçada pelo gestual característico. A pele manchada variava em tonalidades berrantes. Na face realçava o nariz de tão fino, os olhos, meramente luminosos, soltavam pozinhos ao pestanear. Os cabelos, levemente caídos sobre os ombros, pareciam banhados em ouro.&lt;br /&gt;Algumas tinham chifres encaracolados, outras, longas caudas e outras, asas de libelinha. Intitulei-as de fadas.&lt;br /&gt;Depois de uma demorada apreciação às criaturas, também o espaço despertou o meu interesse.&lt;br /&gt;De tempo em tempo, ocorriam transformações mágicas, como o relvado florido tornar-se num manto de maçãs vermelhas, o horizonte natural distorcer para uma civilização moderna, o próprio espaço inverter o lugar do céu e da terra, uma verdadeira alienação. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-6179824859944874571?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/6179824859944874571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=6179824859944874571' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/6179824859944874571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/6179824859944874571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2007/03/revoluo-das-bolas-de-sabo.html' title='&quot;Revolução das bolas de sabão&quot;'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/RiVG283ACjI/AAAAAAAAAA8/wEuRdyeSulM/s72-c/bubble_flower.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-2113134353825992216</id><published>2007-03-02T11:45:00.000-08:00</published><updated>2007-10-07T13:51:25.071-07:00</updated><title type='text'>À distância de um toque</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/RiVJvM3AClI/AAAAAAAAABM/-w4a_c1EA70/s1600-h/04_grsphoto-2006.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5054527232047843922" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/RiVJvM3AClI/AAAAAAAAABM/-w4a_c1EA70/s320/04_grsphoto-2006.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Devaneando na minha luta ofegante soprava delírios como “vivo num mundo de sombras, onde as figuras que contemplo são apenas reflexos da realidade de toda a humanidade, e, as vozes não são mais que ecos longínquos, ecos da real melodia…”.&lt;br /&gt;Procurava-me com uma desesperante fúria selvagem que só eu podia compreender.&lt;br /&gt;Numa certa manhã, não muito cedo, já o sol raiava vaidoso, passeei-me pela cidade, uma cidade pacata com as suas tradições apetrechadas. Passeei-me pela praça principal, era hora alta do comércio e aquela zona tornava-se de feira.&lt;br /&gt;No meio daquele mais movimentado que animado cenário feirante, fantasiei um romance.&lt;br /&gt;Um romance em que, o típico mendigo português, sentado na calçada da rua rica soltava a criatividade nas cordas de uma viola.&lt;br /&gt;Mas uma pequena diferença distinguia-o da maioria dos mendigos, este não estendia a boina nem mostrava a pena que sentia de si próprio. Tocava alegremente, apesar do ar fatigado e carente, tinha um sorriso aliciante.&lt;br /&gt;No outro lado do passeio, onde calcariam os meus passos, marchava uma moça fina, “fina de nota” e fina de delicadeza, de classe, de sensibilidade.&lt;br /&gt;Sentei-me no banco de jardim mais próximo, cruzei as pernas à maneira feminina, ergui o isqueiro à boca e suguei da boquilha. Amorteci-me um pouco mais.&lt;br /&gt;A moça pousou no banco de jardim mais próximo, dobrou as pernas ao jeito de princesa, pousou as mãos níveas sobre as pernas e apertou-as com força uma contra a outra, causando uma ligeira dor aos dedos, inclinou ligeiramente a cabeça e assim permaneceu durante horas.&lt;br /&gt;Sem ousar sequer um bocejar, magicava sobre que estaria pensando o pobre músico. Teria ele sentido o mesmo estremecer aquando se dera o cruzar dos olhares? O mesmo efeito de ferver da face envergonhada? O mesmo desequilibrar das pernas? A mesma aceleração do tambor da existência que salta e sufoca no peito?&lt;br /&gt;Enfim… eu chamar-lhe ia paixão, mas quem sou eu para insultar os sentimentos das personagens mistério que me surgem na mente!&lt;br /&gt;E ele tão perto, há distância de um toque… distância essa que se quebraria com uma abertura de diálogo ou um simples aceno.&lt;br /&gt;E pensei eu, tentando abstrair-me de toda esta fantasia soturna e taciturna, que existem coisas que são mais belas quando imaginadas do que quando realizadas. Certos amores platónicos quando transpostos para o mundo físico poder-se-iam detiorar. A distância entre esses dois mundos é menor que um palmo, a distância entre a utopia platónica e o prazer corporal é menor que um palmo, a fantasia e a realidade vivem à distância de um toque uma da outra… como a genialidade da loucura.&lt;br /&gt;Depois de um profundo suspiro, dei por mim a centrar os meus pensamentos em mim própria, afinal era esse o objecto buscado, o grande alvo a ser flechado, EU.&lt;br /&gt;Estivera sempre ali, quando admirava os meus olhos, negros que nem duas azeitonas encaroçadas, frente a frente com o meu reflexo espelhado, à distância de um toque, um singelo toque, ou quando recostava levemente as pálpebras para partir para um profundo descanso, aí a alma se despegava do meu corpo e voava rumo ao seu mundo mais perfeito, o mundo dos sonhos para lá do mundo dos lençóis, uma dimensão que me estava à distância de um toque.&lt;br /&gt;E que mais estará eternamente há distância de um toque?&lt;br /&gt;O mundo da fantasia, do outro lado do espelho! Alice tomou a ousadia de o tocar e para lá se lançou.&lt;br /&gt;O mundo do prazer e dos sonhos, ambos para lá dos lençóis.&lt;br /&gt;A felicidade! Que por vezes está ao nosso alcance através de um diálogo produtivo, de uma actividade excêntrica, de uma nova experiência capaz de nos guiar para o caminho da auto realização.&lt;br /&gt;Mas não. Não aceitamos a chave para todas estas portas.&lt;br /&gt;Somos demasiado cegos quando olhamos o espelho, pois, não contemplamos as curvas do nosso corpo compreendendo que é realmente nosso, e que precisa de ser acarinhado, que é um elo de ligação entre dois mundos imparciais, que é a ele a quem devemos a curta distância de um toque para permanecermos vivos e completos.&lt;br /&gt;Estamos demasiado acordados quando sonhamos, não deixando que a alma liberte os seus desejos.&lt;br /&gt;Não ouvimos as vozes da sabedoria nem que nos gritem com um megafone.&lt;br /&gt;E porquê?&lt;br /&gt;Somente por medo (penso eu) por fobia, enfim. Por fobia de nos encontrarmos.&lt;br /&gt;Não é como passear pela praça rica da cidade e chocar contra alguém que não víamos a muito tempo, alguém que vamos conhecer, não. Chocar contra nós próprios, ganhar a noção de que somos mais imperfeitos do que julgávamos e, de que as nossas verdadeiras virtudes estavam tão camufladas que nunca as reconheceríamos, nem que nos desmontássemos com as instruções de Deus “o construtor”.&lt;br /&gt;E porque aquilo que nos sustenta é a energia da ânsia e esperança desse divino encontro!&lt;br /&gt;Quando nos encontrarmos, que luta nos sustentará?&lt;br /&gt;Alguns acreditam que, a auto realização do ser, vence a morte, abrindo mais uma porta… mas e aqueles que não são crentes?&lt;br /&gt;Viverão sempre à distância de um toque de eles mesmos, da felicidade, do horizonte que temem descobrir…&lt;br /&gt;Como uma “cabra cega”, o jogo em que buscamos por brincadeira, para passar o tempo, para estar ali ,enfim, sem realmente querermos encontrar algo, acertar no alvo.&lt;br /&gt;A cabra cega à distância de um toque…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-2113134353825992216?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/2113134353825992216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=2113134353825992216' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/2113134353825992216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/2113134353825992216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2007/03/distncia-de-um-toque.html' title='À distância de um toque'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/RiVJvM3AClI/AAAAAAAAABM/-w4a_c1EA70/s72-c/04_grsphoto-2006.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-824708803216831409.post-6796326800896830623</id><published>2007-02-09T12:44:00.000-08:00</published><updated>2007-10-07T13:51:50.908-07:00</updated><title type='text'>Vento e poeira</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/RiVIEs3ACkI/AAAAAAAAABE/PWSIaVPYMnU/s1600-h/girassois1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5054525402391775810" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/RiVIEs3ACkI/AAAAAAAAABE/PWSIaVPYMnU/s320/girassois1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;«E tudo o vento levou…»&lt;br /&gt;Não!&lt;br /&gt;A poeira ficou.&lt;br /&gt;As sobras do esboço que eu nunca tracei…&lt;br /&gt;Num longínquo, para além do horizonte que admiro com a minha ampla visão, de olho bem desperto, um distante que alcanço apenas de olhos bem cerrados e mente vasta…&lt;br /&gt;Contudo serena, mantive entreabertos os lábios gretados, para sentir a energia da brisa do vento.&lt;br /&gt;E lá nesse remoto antes desconhecido, avistei… uma miragem, julgo!&lt;br /&gt;A perfeição, uma quimera.&lt;br /&gt;Era o fim da pintura... Lembro-me… de um campo espalhado e inacabável, imenso de girassóis. Ainda mais longe, conseguia ouvir o bravo e selvagem galopar dos cavalos livres.&lt;br /&gt;Ele estava lá… ele o artista.&lt;br /&gt;E eu perdia-me no calor do momento, estendida no campo amarelo gemado, os raios áureos batiam-me na cara, coravam de rosa minhas faces.&lt;br /&gt;Ou seria ele?&lt;br /&gt;O sol mais ansiado pelo meu fundo, quem tornava a pura essência tão especial.&lt;br /&gt;Ele o artista.&lt;br /&gt;Imundo de ardência, capaz de reluzir os meus cantos mais tímidos, cobertos e refundidos… tão íntimos que nem o meu próprio os conhecia.&lt;br /&gt;Seria?&lt;br /&gt;Não me sentia no meu mundo mais real, não sonhava, nem tão pouco pensava…&lt;br /&gt;Uma atmosfera calorosa e húmida, delírio.&lt;br /&gt;Estranho, diferente de tudo o que até ali fora sensação.&lt;br /&gt;E o Sol de paleta na mão, levantou a boina e soprou:&lt;br /&gt;-Paz?&lt;br /&gt;Abri os olhos vagarosamente, na verdade, aquele instante de separar de pálpebras, aquele curto tremer de que nem nos apercebemos, pareceu-me imenso. Não só imenso! De uma lonjura infindável, que julgara inalcançável.&lt;br /&gt;E pensei, durante aquela eternidade de paz, cada curto tremer, nasce, respira, sente, pensa… e a Lua no cume inatingível escuta o tambor da existência, que persiste dentro de cada um de nós.&lt;br /&gt;E cada tremer, uma nota quebra, cai.&lt;br /&gt;Pensei como era bom eternizar aquele meu instante de alucinação paradisíaca… como o mundo seria perfeito, numa onda de paz, se cambaleasse por toda aquela ardência que senti enquanto estendida no campo…&lt;br /&gt;A melodia da vida tornar-se-ia tão ingénua e sedutora…&lt;br /&gt;Mas acordei.&lt;br /&gt;Da pintura nem tinta sobrou para eu salgar e borrar com minhas lágrimas.&lt;br /&gt;Apenas o golpe vazio da tela em branco…Sentimentos voam com o vento, recordações trazem-nos de volta… a poeira é a minha recordação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;* Aquelas palavras antigas da nossa própria autoria, que só nos dão gozo ler mais tarde...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/824708803216831409-6796326800896830623?l=bastet-atma.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastet-atma.blogspot.com/feeds/6796326800896830623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=824708803216831409&amp;postID=6796326800896830623' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/6796326800896830623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/824708803216831409/posts/default/6796326800896830623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastet-atma.blogspot.com/2007/02/vento-e-poeira.html' title='Vento e poeira'/><author><name>NU</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07329993196456874405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/TGbQT1joVaI/AAAAAAAAASU/uqhCV1Dh3iI/S220/DSC07091.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_5l_23VADoTE/RiVIEs3ACkI/AAAAAAAAABE/PWSIaVPYMnU/s72-c/girassois1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
